quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Do Mito ao surgimento da Filosofia

Modelo geral seguido pelas cosmogonias dos primeiros filósofos:

1) no começo há o Caos, isto é, um estado de indeterminação ou de indistinção em que nada aparece (vazio primordial);
2) dessa unidade primordial vão surgindo, por segregação e separação, pares de opostos – quente-frio, seco-umido - que diferenciarão as quatro regiões principais do mundo ordenado (cosmos), isto é, o céu de fogo, o ar frio, a terra seca e o mar úmido;
3) os opostos começaram a se reunir, a se mesclar, a se combinar, mas, em cada caso, um deles é mais forte que os outros e triunfa sobre eles, sendo o elemento predominante da combinação realizada; desta combinação e mescla nascem todas as coisas, que seguem um ciclo de repetição interminável.

A filosofia nascente

A pergunta feita pelas cosmogonias é sempre a mesma: como do caos surgiu o mundo ordenado (cosmos)? As cosmogonias respondem a essa pergunta fazendo uma genealogia dos seres, isto é, por meio da personificação dos elementos ( água, ar, terra, fogo) e de relações sexuais entre eles explicam a origem de todas as coisas e a ordem do mundo.
Que os fazem os primeiros filósofos? Não fazem cosmogonias e sim cosmologias.
Era próprio dos mitos afirmar um processo (cosmogônico) de geração e de diferenciação dos seres, fosse pela própria força interna do principio gerador, fosse pela intervenção de forças externas, fosse pela luta entre forças opostas. A idéia desse processo é mantida pela cosmologia, mas o principio ou os princípios geradores e diferenciadores dos seres não são personalizados (não são deuses, titãs, “pessoas”) e sim forças impessoais, naturais ( a água ou o úmido, a terra ou o seco, o fogo ou o quente, o ar ou o frio).

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