segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Atividade de História 1 D e E

1) No aspecto politico as sociedades grega e romana introduziram importantes inovações em relação as formas de organização do estado nas outras sociedades do mundo antigo. Quais foram essas inovações?

2) O Direito em vigor no Brasil, como em romano isso pode ser observado nas expressões latinas que os advogados costumam usar, procure expressões latinas usadas pelo advogados e anote também em que situações elas são usadas.

3) Costuma-se dizer que o Latim é uma língua morta. Pesquise e mostre que essa afirmação é falsa.

4) Em geral, quando ouvimos dizer que alguém foi preso, costuma-se dizer que foi pedido um Habeas Corpus
a) O que significa Habeas Corpus?
b) Quem está habilitado a pedir um Habeas Corpus?
c) Quem pode ou não concede-lo?
d) Se for concedido que efeito tem?
e) Importância para a democracia?

terça-feira, 9 de agosto de 2011

Liberdade X determinismo


Pelo que vimos até aqui, há responsabilidade moral quando existe liberdade pessoal. Isso coloca diante de outra questão: Somos realmente livres para decidir ? Que liberdade é essa ?
Do ponto de vista da discussão filosófica, podemos sintetizar três respostas diferentes para essa questão
A ênfase do determinismo - A liberdade não existe, pois o homem é sempre determinado, seja por sua natureza biológica ( necessidade e instintos) seja por sua natureza histórico-social ( leis, normas , costumes). Ou seja, as ações individuais seriam causadas e determinadas por fatores naturais ou constrangimentos sociais, e a liberdade seria apenas uma ilusão. Essa concepção encontra-se presente no pensamento de filósofos materialistas do século XVII tais como os franceses Helvetius( 1715-1771) e Holbach ( 1723-1789).
• A ênfase na liberdade- o homem sempre é livre. Embora os defensores dessa posição admitam a existência das determinações de origem externa, sociais, e as de origem interna, tais como desejos, impulsos etc., sustentem a tese de que o indivíduo possui uma liberdade moral que está acima dessas determinações. Ou seja, apesar de todos os fatores sociais e subjetivos que atual sobre cada indivíduo, ele sempre possui uma possibilidade de escolha e pode agir livremente a partir de sua autodeterminação. A maior expressão dessa concepção filosófica acerca da liberdade encontrada no pensamento de Jean – Paul Sartre, que afirmou que “ o homem é condenado a ser livre”.
• A dialética entre liberdade e determinismo – O homem é determinado e livre ao mesmo tempo. Determinismo e liberdade não se excluem, mas se completam . Nessa perspectiva não faz sentido pensar em uma liberdade absoluta nem em uma negação absoluta da liberdade. A liberdade é sempre uma liberdade concreta, situada no interior de um conjunto de condições objetivas de vida . Embora a nossa liberdade seja restringida por fatores objetivos que cercam a nossa existência concreta, podemos sempre atuar no sentido de alargar as possibilidades dessa liberdade, e isso será tanto mais eficiente quanto maior for a nossa consciência a respeito desses fatores. Essa concepção é encontrada nos pensamento de Espinosa, Hegel e Marx. Embora haja muitas diferenças entre eles, o ponto em comum é a ideia eu a liberdade é a compreensão da necessidade ( dos determinismo).








Questão do ENEM: Os BRICs

Figuram no atual quadro econômico mundial países considerados economias emergentes, também chamados de novos países industrializados. Apresentam nível considerável de industrialização e alto grau de investimentos externos, no entanto as populações desses países convivem com estruturas sociais e econômicas arcaicas e com o agravamento das condições de vida nas cidades. As principais economias emergentes que despertam o interesse dos empresários do mundo são: Brasil, Rússia, Índia e China (BRIC). Tais países apresentam características comuns, como mão-de-obra abundante e significativas reservas de recursos minerais.

Diante do quadro apresentado, é possível inferir que a reunião desses países, sob a sigla BRIC, aponta para

(A) um novo sistema socioeconômico baseado na superação das desigualdades que conferiam sentido à ideia de Terceiro Mundo.
(B) a razoabilidade do pleito de participarem do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU).
(C) a melhoria natural das condições sociais em decorrência da aceleração econômica e da redução dos níveis de desemprego.
(D) a perspectiva de que se tornem, a médio prazo, economias desenvolvidas com uma série de desafios comuns.
(E) a formação de uma frente diplomática com o objetivo de defender os interesses dos países menos desenvolvidos.




Comentário: Mais uma questão onde a maior habilidade do aluno tem que ser a de interpretação e a de estar atualizado, além disso, ela também cobra a Habilidade 7. A Resposta correta é a D. Isso porque a resposta A fala da "superação das desigualdades" o que contradiz o texto. A resposta B e a E falam de questões que nem são citadas no texto, como o "conselho de Segurança da ONU" e uma possível "frente diplomática contra a pobreza", quem dera fosse verdade !!!. Já a resposta C fala em "melhoria natural das condições sociais", o que também vai contra o que afirma o texto, quando ele fala que estes países têm "estruturas sociais ... arcaicas" !!!

quinta-feira, 2 de junho de 2011

TABUS!!!!

Tabu

Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

De modo geral, pode-se definir tabu como qualquer assunto ou comportamento inaceitável ou proibido em uma determinada sociedade.Um tabu é um assunto cuja discussão costuma ser evitada pela população em geral, devido à diversas razões: seja porque este seria alvo de opiniões contraditórias; porque trata-se de um assunto que interfere com a sensibilidade das pessoas; porque seja uma pauta polêmica capaz interferir com a moral e bons costumes da sociedade etc.

Conforme estudos do psicanalista Sigmund Freud (final do séc XIX/ início do séc. XX) e do antropólogo Levi-Strauss (segunda metade do séc. XX), tabu (palavra originária de um grupo aborígene austral) seria um sentimento social coletivo sobre um determinado comportamento ou assunto, seria uma ponte entre duas determinações comportamentais, uma biológica e outra cultural. Desta forma, tabu difere de 'regras sociais', as quais são um tipo de construção cultural pertencente a sociedades mais complexas e avançadas, como pode ser estudado no padrão social europeu.

Tabu linguístico (tipos e características)

O termo tabu tem um significado muito extenso, mas, em geral, significa que uma coisa é proibida. O significado de tabu ramifica-se em duas direções opostas: por um lado significa consagrado, sagrado, por outro, significa misterioso, perigoso, proibido e imundo.

O tabu é de importância vital para a linguística porque impõe uma proibição não só sobre certas pessoas, animais e coisas, mas também sobre os seus nomes. Normalmente, para escapar aos tabus, utilizam-se eufemismos. Os tabus da linguagem dividem-se em três grupos de acordo com a usa motivação psicológica: uns são devido ao medo, outros a um sentimento de delicadeza e outros ainda a um sentido de decência e decoro.

Os tabus de medo têm a ver com o pavor em que são tidos os seres sobrenaturais, que impuseram tabus sobre seus nomes, como é por exemplo, o diabo. As criaturas e as coisas vulgares dotadas de qualidades sobrenaturais podem tornar-se alvo de terror e tabus. Os nomes dos objectos inanimados podem também ser afectados por uma proibição tabu. As superstições relacionadas com a mão esquerda levaram à criação de eufemismos em várias línguas.

Os tabus de delicadeza verificam-se na tendência humana geral em evitar a referência directa a assuntos desagradáveis. Principalmente, no que a doença ou morte ou então sobre nome dos defeitos físicos e mentais. Ainda outro tipo de palavras evitadas por razões de delicadeza é aquele que se relaciona com o acto de roubar.

Os tabus de decência são geralmente associados a sexo, certas partes e funções do corpo e a juramentos.

O Mapa dos tabus



Já imaginou ir para trás das grades por paquerar? E que tal ser apedrejado por dar uma escapulida no casamento? No Brasil não chegamos a tanto, mas cuidado se resolver dar uma de viajante descolado. Questões culturais, históricas ou convenções esquecidas entre bilhões de leis ajudam a manter os tabus pelo mundo. Engraçados ou nem tanto, eles acabam rendendo algumas curiosidades.

Estados Unidos
Em alguns estados, policiais se disfarçam de cliente para prender prostitutas. E também o contrário: tiras mulheres fingem ser prostitutas para prender clientes, pois é proibido pagar por sexo É proibido: Prostituição - tolerado em algumas regiões do país; Adultério - tolerado em algumas regiões do país; Sexo sem casamento - tolerado em algumas regiões do país; Morar junto sem casar - tolerado em algumas regiões do país; Bigamia; Sexo anal - tolerado em algumas regiões do país; Sexo oral - tolerado em algumas regiões do país

México - É proibido: Prostituição Adultério Bigamia

Nicarágua - É proibido: Prostituição Adultério Bigamia Sexo anal Sexo oral

Guiana - É proibido: Prostituição Bigamia Sexo anal

Chile - É proibido: Prostituição Adultério Bigamia

Argentina - É proibido: Prostituição Adultério Bigamia

Brasil
Parece piada, mas está no artigo 240 do Código Penal: adultério dá pena de quinze dias a seis meses de detenção. É proibido: Prostituição Adultério Bigamia

Argélia - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento; Morar junto sem casar; Sexo anal Sexo oral

Chade - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Sexo anal Sexo oral

Etiópia
Tribo sem tabu. Apesar de muçulmanos, os membros da tribo Afar andam completamente nus. Tem mais. Antes de casar, os homens devem atacar um guerreiro inimigo, cortar os testículos dele e pendurá-los na porta da aldeia. É proibido: Prostituição Adultério Sexo anal

Moçambique - É proibido: Prostituição Bigamia

Togo
Quem se arrisca a praticar sexo anal corre o risco de ter a mão cortada.

É proibido: Prostituição Sexo anal Sexo oral

Angola
A poligamia não é oficialmente permitida aos plebeus, só para o saba, uma espécie de rei de um grupo de tribos. No momento da coroação, ele recebe uma virgem e tem que transar com ela sobre uma pedra sagrada, na frente dos aldeões. O desempenho sexual dele determina se o governo será fértil ou não.
É proibido: Prostituição Adultério - tolerado em algumas regiões do país; Bigamia - tolerado em algumas regiões do país

Inglaterra
Ao mandarJustificar revelar aquele filme em que você e sua namorada aparecem fazendo estripulias na cama, é preciso avisar o laboratório sobre o conteúdo das imagens e, às vezes, fazer uma descrição mais detalhada da cena. Daí eles decidem se revelam ou não. Omitir o conteúdo das fotos, digamos, naturistas pode resultar em uma ida à polícia.
É proibido: Prostituição Bigamia

Iraque - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Sexo anal Sexo oral

Arábia Saudita - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Sexo anal
Sexo oral


Iêmen

Você pode ser preso se for visto na rua com uma PLAYBOY debaixo do braço. É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar
Sexo anal Sexo oral - tolerado em algumas regiões do país


Afeganistão


Se uma mulher olhar por mais de 5 segundos para um homem, pode ser apedrejada em praça pública. É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Sexo anal
Sexo oral

Nepal - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Bigamia

Mongólia -
É proibido: Prostituição Adultério Bigamia

Índia
É fogo! Mulheres que não aceitam o marido escolhido pela família e arranjam outro namorado podem ser queimadas pelos irmãos e amigos. É proibido: Prostituição Bigamia Sexo anal

Laos - É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Bigamia - tolerado em algumas regiões do país

China
Na tribo Naxi, que vive nas montanhas entre a Índia e o Tibet, tudo é feito cavalgando.
Eles comem, trabalham e... transam sobre o animal. Sem tabu nenhum. É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar Bigamia
Sexo anal - tolerado em algumas regiões do país
Sexo oral - tolerado em algumas regiões do país

Timor Leste

Os guerrilheiros são contra a prostituição. Tanto que correm risco de vida para encontrar suas mulheres nas cidades. Prostitutas, só as importadas da vizinha Java.
É proibido: Prostituição Adultério Sexo sem casamento Morar junto sem casar
Bigamia Sexo anal Sexo oral - tolerado em algumas regiões do país


Austrália - É proibido: Prostituição Bigamia

segunda-feira, 11 de abril de 2011

RECUPERAÇÃO - GUERRA FRIA - AC/HISTÓRIA 3º A,B,C,D

ATENÇÃO ALUNOS, EM VIRTUDE DAS BAIXAS NOTAS NA PROVA DE AC/HISTÓRIA SEGUE ABAIXO UMA LISTA DE PERGUNTA PARA RECUPERAÇÃO.
VOCÊ DEVERÁ ESCOLHER 4 QUESTÃO DENTRE AS 18 PUBLICADAS E RESPONDER DE MANEIRA SUSSINTA E CLARA. A DATA DA ENTREGA É IMEDIATO..
SEM MAIS PROFESSOR ALAN APARECIDO

Recuperação de AC de História - Guerra Fria

1) - Caracterize a Guerra Fria.
2) - Cite e explique as principais medidas e organizações da Guerra Fria. (OTAN, Comecon, etc)
3) - Comente a trajetória do Japão após a Segunda Guerra.
4) - Comente a Guerra da Coréia (1953) e seus reflexos atuais.
5) - Explique o que foi o período de coexistência pacífica (détente) da Guerra Fria.
6) - Relacione invasão da Baía dos Porcos e a Crise dos Mísseis em Cuba com Guerra Fria.
7) - Explique a situação da Iugoslávia na Guerra Fria.
8) - Explique a Revolução Chinesa de 1949, o Grande Salto para a Frente e a Revolução cultural da década de 1970.
9) - O que foi a Guerra do Vietnã?
10) - Como ficou a Alemanha durante a Guerra Fria?
11) - Comente as revoltas na Hungria (1956) e na Tchecoslováquia (1968).
12) - Explique a queda da URSS e as reformas de Gorbatchev.
13) – Explique o que foi a corrida espacial e armamentista
14) – O que foi Plano Marshall e Doutrina Truman?
15) – Porque o Muro de Berlim foi construído, e o que fez ele cair em 1989?
16) – Explique o que foi o Mundo Bipolar
17) – O que significou o macarthismo?
18) – Qual o papel da União Soviética na Guerra Fria?

terça-feira, 22 de março de 2011

REVISÃO DE FILOSOFIA (CLIQUE AQUI) 1ª SÉRIE A B C D E

NESTA SEMANA DE PROVA O CONTEÚDO A SER USADO
ESTÁ DIGITALIZADO NESTA PÁGINA...





CLIQUE NO LINK E VEJA A MATERIA GERAL DO 1º BIMESTRE

terça-feira, 1 de março de 2011

RENASCIMENTO CULTURAL - MATERIAL DE APOIO DO 2 ANO C - HISTÓRIA

Renascimento, Renascença ou Renascentismo são os termos usados para identificar o período da História da Europa aproximadamente entre fins do século XIII e meados do século XVII, mas os estudiosos não chegaram a um consenso sobre essa cronologia, havendo variações consideráveis nas datas conforme o autor.





As Críticas de Aristóteles a Platão - MATERIAL DE APOIO - 2ª Séries C,D, E e 3ª Séries A, B, C, D

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

MATÉRIA DE PESQUISA - DOUTRINA E DOGMA

O termo doutrina pode ser definido como o conjunto de princípios que servem de base a um sistema religioso, político, filosófico, militar,pedagógico, entre outros.


Propagação

As doutrinas podem ser propagadas de diversas maneiras, entre estas destacam-se:

  • A catequese, que trata do ensinamento religioso cristão, muito utilizado pela Igreja Católica, entre outras.
  • O ensinamento dirigido, este podendo ser orientado para os mais diversos fins, desde religiosos até comerciais.
  • A pregação, também uma forma de propagar as doutrinas religiosas.
  • A opinião de autores, também considerada uma forma doutrinamento no sentido de ensinamento.
  • Texto de obras escritas, como regras, preceitos, normas, etc que norteiam determinada forma de ação.

Dogma

É uma crença estabelecida ou doutrina de uma religião, ideologia ou qualquer tipo de organização, considerado um ponto fundamental e indiscutível de uma crença. O termo deriva do grego δόγμα, que significa "o que parece uma opinião ou crença"[1] ou senão da palavra δοκέω (dokeo) que significa "a pensar, supor, imaginar".

Dogmas são encontrados em muitas religiões como o cristianismo, islamismo e o judaísmo, onde são considerados princípios fundamentais que devem ser respeitados por todos os seguidores dessa religião. Como um elemento fundamental da religião, o termo "dogma" é atribuído a princípios teológicos que são considerados básicos, de modo que sua disputa ou proposta de revisão por uma pessoa não é aceita nessa religião. Dogma se distingue da opinião teológica pessoal. Dogmas podem ser clarificados e elaborados, desde que não contradigam outros dogmas (por exemplo, Gálatas 1:8-9). A rejeição do dogma é considerado heresia ou blasfêmia em determinadas religiões, e pode levar à expulsão do grupo religioso.

Para a maioria do cristianismo oriental, os dogmas estão contidos no Credo Niceno-Constantinopolitano e nos cânones dos dois, três ou sete primeiros concílios ecumênicos(dependendo se o grupo seria nestorianos, não-calcedonianos ou ortodoxos). Estes princípios são resumidos por São João de Damasco em sua Exposição Exata da Fé Ortodoxa, que é o terceiro livro de sua obra principal, intitulada A fonte do Conhecimento. Neste livro, ele assume uma dupla abordagem para explicar cada artigo da fé ortodoxa para os cristãos, onde ele utiliza citações da Bíblia e, ocasionalmente, de obras de outros Padres da Igreja, e outro, dirigido a não-cristãos (mas que, no entanto, tem algum tipo de crença religiosa) e, ateus, para quem emprega a lógica aristotélica e a dialética, ad absurdum especialmente o reductio.

Os católicos também têm como dogma as decisões dos vinte e um concílios ecumênicos e dois decretos promulgados por papas que exerçam a infalibilidade papal (a Imaculada Conceição e a Assunção de Maria). Protestantes afirmam em graus diferentes partes destes dogmas, e muitas vezes dependem de uma confissão de fé para resumir os seus dogmas.

No Islã, os princípios dogmáticos estão contidos no Aqidah. Dentro de muitas denominações cristãs, o dogma é referido como simplesmente "doutrina".

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

IMPERIALISMO

Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.

Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.

Colonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.

Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.

Ações imperialistas na África e na Ásia

- África
Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.

A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.

Em algumas áreas os europeus usaram forças militares para conquistar os territórios, em outras, os líderes africanos e os europeus entraram em entendimento à respeito do controle em conjunto sobre os territórios. Esses acordos foram decisivos para que os europeus pudessem manter tudo sob controle.

Grã Bretanha, França, Portugal e Bélgica controlavam a maior parte do território africano, a Alemanha também possuía lá, muitas terras mas, as perdeu depois da I Guerra Mundial.

Os estilos variavam mas, os poderosos colonizadores fizeram poucos esforços para desenvolver suas colônias. Elas eram apenas locais de onde tiravam matérias-primas e para onde vendiam os produtos manufaturados.

Talvez o pior legado do Colonialismo tenha sido a divisão da África em mais de 50 Estados cujas fronteiras foram demarcadas sem dar a menor importância aonde as pessoas viviam e como organizavam sua própria divisão política.

As fronteiras atuais, em geral, dividem uma única comunidade étnica em duas ou mais nações. Por exemplo: embora a maioria dos Somalis vivam na Somália, eles constituem uma significativa minoria no Kênia e na Etiópia e muitos deles gostariam de ser cidadãos da Somália.

Outro legado ruim do Colonialismo foi o seu efeito na vida econômica dos povos africanos. O sistema colonial destruiu o padrão econômico que lá existia. O colonialismo também ligou a África economicamente às grandes potências e os benefícios desse sistema sempre vão para os países poderosos e nunca de volta para África.

A história da exploração econômica teve um papel importante na forma como certos governos africanos independentes, se preocuparam em desenvolver suas próprias economias. Alguns países como a Costa do Marfim, criaram uma base econômica orientada para a exportação dentro das regras coloniais. Outros, como a Tânzania, procuraram redirecionar sua economia para a produção de grãos e de bens necessários para o seu povo.

O terceiro mal causado pelo colonialismo foi a introdução das idéias européias de superioridade racial e cultural, dando pouco ou nenhum valor às manifestações culturais dos povos africanos. Aos poucos os africanos estão recuperando o orgulho por sua cor, raça e cultura.

Ásia

O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século 20 . Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou.

O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos 19 e 20. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.

Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições européias foram, novas idéias e técnicas para agricultura, indústria e comércio, saúde e educação e administração política.

Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.

Dentre os problemas do Colonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país.

Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.

Conclusão

É assim que podemos compreender as dificuldades que certos países têm até os dias atuais. As marcas profundas deixadas pelo colonialismo se refletem em suas culturas, políticas, economias e são vistas com clareza nas guerras e massacres causados por diferenças étnicas. São países ainda, de certa forma, dominados pelas nações poderosas

É a esse domínio que chamamos Imperialismo.

Leia mais:

Bibliografia:

- Atlas de História Universal “The Times” – O Globo
- História Moderna e Contemporânea – Francisco de Assis Silva – Ed. Moderna
- Enciclopédia Encarta multimídia – Microsoft

Por Marcela Frango Bretz

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

GUERRA FRIA - Matéria de Apoio Curricular de História - 3º A, B, C

Socialismo x Capitalismo: o conflito central que marcou o desenvolvimento da Guerra Fria.

Encerrada a Segunda Guerra Mundial, observamos que o colapso do totalitarismo abriu portas para que Estados Unidos e União Soviética tomassem frente à reorganização do cenário político internacional. Uma primeira demonstração da cisão entre esses dois blocos aparece na própria ocupação da Alemanha, onde os dois países citados disputam palmo a palmo o território germânico. Com a construção do muro de Berlim, presenciamos a materialização dessa disputa.

Mais do que duas nações, Estados Unidos e União Soviética representaram o antagonismo entre dois modos de organização da sociedade, da economia e das relações políticas. Sendo assim, a chamada “guerra fria” simboliza o enfrentamento dessas duas ideologias fomentadas pelo suporte ideológico dos valores de ordem socialista e capitalista. Além disso, devemos destacar que a “guerra fria” ganha esse nome por não observarmos um confronto direto entre soviéticos e norte-americanos.

Na verdade, ao longo dessa época, a Guerra Fria se desenvolveu através de ações governamentais pelos líderes de cada bloco, cada um interessado em expor a hegemonia do sistema que representava. Desse modo, filmes, cartazes, textos e outras manifestações são vistas como um modo de propagandear a visão de mundo de cada um dos blocos. Apesar de significativas, tais manifestações culturais não encerraram a questão do desenvolvimento da guerra fria.

Visando manter a hegemonia em suas áreas de interesse, os envolvidos na Guerra Fria montaram grandes planos de ajuda financeira para auxiliar as nações que sofreram os efeitos e perdas decorrentes da Segunda Guerra Mundial. Entre os norte-americanos, o Plano Marshall determinou o envio de dinheiro para nações da Europa Ocidental e do Continente Americano. Já na União Soviética, o Comecon estabelecia os mesmos objetivos com os países integrados ao socialismo.

Além de tais recursos, os blocos desse sistema bipolar se envolveram em questões políticas que estavam relacionadas a expansão e a retração do capitalismo ou do socialismo ao redor do mundo. Sendo assim, a guerra fria é marcada pela intervenção ou o auxílio militar de exércitos que defendiam o interesse ideológico do bloco que representavam. A Guerra da Coreia, a Revolução Chinesa, a Guerra do Vietnã e a própria Revolução Cubana expõem a ação capitalista e socialista em tal situação.

Nessas situações de conflito indireto, acontecia paralelamente uma corrida tecnológica e armamentista que também demarcou o auge dessa disputa. O desenvolvimento de armas nucleares, o anúncio de novas tecnologias de destruição, o aprimoramento de armamento militar, a ampliação de exércitos e até a exploração espacial figuravam nesse outro braço da disputa dos blocos. Sendo assim, a Guerra Fria determinou o gasto de quantias exorbitantes.

Por volta da década de 1970, observamos que essa tensão passou a se enfraquecer com a assinatura de acordos que estabeleciam a distensão da corrida armamentista. Logo em seguida, o colapso da economia soviética determinou a realização de mudanças estruturais na economia da grande nação socialista. Ao fim da década de 1980, a crise do socialismo soviético e a queda do Muro de Berlim demarcaram historicamente a desintegração do bloco socialista e o fim da Guerra Fria.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

Matéria de Apoio Curricular de História - 3º A, B, C

Tensão no mundo contemporâneo

“Conflitos – O mundo e suas zonas de guerra”, págs. 50-57

Competências E HABILIDADES

* Analisar as características da nova ordem mundial, considerando blocos econômicos,

relações norte-sul e as de caráter étnico-religiosas como formas para descrever a

regionalização do espaço mundial.

* Analisar as diferentes formas de regionalização da África, considerando aspectos de ordem

física, cultural e econômica.

* Associar e interpretar mapas sobre a distribuição da riqueza mundial e o número de pessoas

refugiadas para identificar as distintas assimetrias e integrações na ordem mundial.

* Analisar situações representativas da ordem mundial contemporânea e do papel exercido

pelas potências hegemônicas na manutenção do sistema mundial vigente.

* Identificar e classificar os diversos elementos que explicam o desencadeamento de

inúmeros conflitos étnico-culturais no continente africano.

* Analisar o contexto de surgimento e o significado da expressão “choque de civilizações” no

mundo contemporâneo.

* Discutir as perspectivas de superação da ordem geopolítica da atualidade, considerando os

preceitos do bem comum e do respeito às diferenças.

Matéria do 2º e 3 º Ano de Filosofia

O pensamento filosófico

Quando a filosofia surge, entre os gregos, no século VI a.C, ela engloba tanto a indagação filosófica propria­mente dita quanto o que hoje chama­mos de conhecimento científico. O fi­lósofo teorizava sobre todos os assun­tos, procurando responder não só ao porquê das coisas, mas, também, ao co­mo, ou seja, ao funcionamento. É por isso que Euclides, Tales e Pitágoras são filósofos e dedicam-se também ao es­tudo da geometria. Aristóteles, por sua vez, debruça-se sobre problemas físicos e astronômicos, na medida em que es­ses problemas interessam à cultura e à sociedade de sua época.

É só a partir do século XVII, com Galileu e o aperfeiçoamento do método científico (ver Cap. 7), fundado na ob­servação, experimentação e matematização dos resultados, que a ciência co­meça a se constituir como forma espe­cífica de abordagem do real e a se des­tacar da filosofia. Aparecem, pouco a pouco, as ciências particulares, que in­vestigam a realidade sob pontos de vis­ta específicos: à física interessam os mo­vimentos dos corpos; à biologia, a na­tureza dos seres vivos; à química, as transformações das substâncias; à as­tronomia, os corpos celestes; à psico­logia, os mecanismos do funcionamen­to da mente humana; à sociologia, a or­ganização social etc.

O conhecimento é fragmentado en­tre as várias ciências, pois cada uma se ocupa somente de uma pequena parte do real. As afirmações de cada uma de­las são chamadas juízos de realidade, uma vez que se referem aos fenômenos e pretendem mostrar como estes ocor­rem e como se relacionam com outros fenômenos. De posse desses dados so­bre o funcionamento dos fenômenos naturais e humanos, torna-se possível prevê-los e controlá-los.

A filosofia trata dessa mesma reali­dade, mas, em vez de fragmentá-la em conhecimentos particulares, toma-a co­mo totalidade de fenômenos, ou seja, considera a realidade a partir de uma visão de conjunto. Qualquer que seja o problema, a reflexão filosófica consi­dera cada um de seus aspectos, relacionando-o ao contexto dentro do qual ele se insere e restabelecendo a in­tegridade do universo humano. Do ponto de vista filosófico, por exemplo, é impossível considerar a inflação bra­sileira somente a partir de princípios econômicos. É preciso relacioná-la com interesses de classes, interesses políti­cos, interesses sociais. Um país econo­micamente instável é um país política e socialmente instável. À ciência econô­mica interessa somente verificar como a inflação funciona para poder controlá-la, sem se incomodar com os reflexos que esse controle possa ter sobre a sociedade

É por isso que, sem desmerecer o co­nhecimento especializado buscado pe­las várias ciências, defendemos a neces­sidade da reflexão filosófica, reflexão es­ta que faz a crítica dos fundamentos de conhecimento e da ação humanos. Ca­be ao filósofo refletir sobre o que é ciên­cia, o que é método científico, sua vali­dade e limites. A ciência é realmente um conhecimento objetivo? O que é a objetividade e até que ponto um sujei­to histórico — o cientista — pode ser ob­jetivo? Cabe ao filósofo, também, refle­tir sobre a condição humana atual: o que é o homem? o que é liberdade? o que é trabalho? quais as relações entre homem e trabalho? etc. Nem mesmo a escola foge ao crivo da reflexão filosó­fica: para que exista, é necessário que partamos de uma visão de homem co­mo ser incompleto, portanto educável. Para sobreviver, os animais não preci­sam ser educados, pois guiam-se pelos instintos. Só os "educamos", isto é, domesticamos, para acomodá-los às nos­sas necessidades humanas. O caso dos homens é diferente. Mas para que o ser humano é educado? Para o pleno exer­cício da liberdade e da responsabilida­de ou só para se manter dentro da or­dem estabelecida? Em outras palavras, educamos para que cada homem saiba pensar por si próprio ou para que sai­ba aceitar as regras que outros pensa­ram para ele?

A filosofia quer encontrar o signifi­cado mais profundo dos fenômenos. Não basta saber como funcionam, mas o que significam na ordem geral do mundo humano. A filosofia emite juí­zos de valor ao julgar cada fato, cada ação em relação ao todo. A filosofia vai além daquilo que é, para propor como poderia ser. É, portanto, indispensável para a vida de todos nós, que deseja­mos ser seres humanos completos, ci­dadãos livres e responsáveis por nos­sas escolhas.

Assim, o filosofar é uma prática que parte da teoria e resulta em outras teorias.


Características do pensamento filosófico


O trabalho do filósofo é refletir so­bre a realidade, qualquer que seja ela, descobrindo seus significados mais profundos.

Como isso é feito?

Em primeiro lugar, vamos estabele­cer o que é a reflexão. Refletir é pen­sar, considerar cuidadosamente o que já foi pensado. Como um espelho que reflete a nossa imagem, a reflexão do filósofo deixa ver, revela, mostra, tra­duz os valores envolvidos nos aconte­cimentos e nas ações humanas.

Para chegar a essa revelação, a refle­xão filosófica, segundo Demerval Saviani, deve ser:

Radical — ou seja, chegar até a raiz dos acontecimentos, isto é, aos seus fundamentos; à sua origem, não só cro­nológica, mas no sentido de chegar aos valores originais que possibilitaram o fato. A reflexão filosófica, portanto, é uma reflexão em profundidade.

Rigorosa — isto é, seguir um mé­todo adequado ao objeto em estudo, com todo o rigor, colocando em ques­tão as respostas mais superficiais, co­muns à sabedoria popular e a algumas generalizações científicas apressadas.

De conjunto — como já foi dito an­teriormente, a filosofia não considera os problemas isoladamente, mas dentro de um conjunto de fatos, fatores e va­lores que estão relacionados entre si. A reflexão filosófica contextualiza os pro­blemas tanto verticalmente, dentro do desenvolvimento histórico, quanto ho­rizontalmente, relacionando-os a outros aspectos da situação da época.

Assim, embora os sistemas filosófi­cos possam chegar a conclusões diver­sas, dependendo das premissas de par­tida e da situação histórica dos próprios pensadores, o processo do filosofar será sempre marcado por essas característi­cas, resultando em uma reflexão rigo­rosa, radical e de conjunto.