terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

IMPERIALISMO

Imperialismo é a prática através da qual, nações poderosas procuram ampliar e manter controle ou influência sobre povos ou nações mais pobres.

Algumas vezes o imperialismo é associado somente com a expansão econômica dos países capitalistas; outras vezes é usado para designar a expansão européia após 1870. Embora Imperialismo signifique o mesmo que Colonialismo e os dois termos sejam usados da mesma forma, devemos fazer a distinção entre um e outro.

Colonialismo normalmente implica em controle político, envolvendo anexação de território e perda da soberania.

Imperialismo se refere, em geral, ao controle e influência que é exercido tanto formal como informalmente, direta ou indiretamente, política ou economicamente.

Ações imperialistas na África e na Ásia

- África
Na metade do século XIX a presença colonial européia na África estava limitada aos colonos holandeses e britânicos na África do Sul e aos militares britânicos e franceses na África do Norte.

A descoberta de diamantes na África do Sul e abertura do Canal de Suez, ambos em 1869, despertaram a atenção da Europa sobre a importância econômica e estratégica do continente. Os países europeus rapidamente começaram a disputar os territórios.

Em algumas áreas os europeus usaram forças militares para conquistar os territórios, em outras, os líderes africanos e os europeus entraram em entendimento à respeito do controle em conjunto sobre os territórios. Esses acordos foram decisivos para que os europeus pudessem manter tudo sob controle.

Grã Bretanha, França, Portugal e Bélgica controlavam a maior parte do território africano, a Alemanha também possuía lá, muitas terras mas, as perdeu depois da I Guerra Mundial.

Os estilos variavam mas, os poderosos colonizadores fizeram poucos esforços para desenvolver suas colônias. Elas eram apenas locais de onde tiravam matérias-primas e para onde vendiam os produtos manufaturados.

Talvez o pior legado do Colonialismo tenha sido a divisão da África em mais de 50 Estados cujas fronteiras foram demarcadas sem dar a menor importância aonde as pessoas viviam e como organizavam sua própria divisão política.

As fronteiras atuais, em geral, dividem uma única comunidade étnica em duas ou mais nações. Por exemplo: embora a maioria dos Somalis vivam na Somália, eles constituem uma significativa minoria no Kênia e na Etiópia e muitos deles gostariam de ser cidadãos da Somália.

Outro legado ruim do Colonialismo foi o seu efeito na vida econômica dos povos africanos. O sistema colonial destruiu o padrão econômico que lá existia. O colonialismo também ligou a África economicamente às grandes potências e os benefícios desse sistema sempre vão para os países poderosos e nunca de volta para África.

A história da exploração econômica teve um papel importante na forma como certos governos africanos independentes, se preocuparam em desenvolver suas próprias economias. Alguns países como a Costa do Marfim, criaram uma base econômica orientada para a exportação dentro das regras coloniais. Outros, como a Tânzania, procuraram redirecionar sua economia para a produção de grãos e de bens necessários para o seu povo.

O terceiro mal causado pelo colonialismo foi a introdução das idéias européias de superioridade racial e cultural, dando pouco ou nenhum valor às manifestações culturais dos povos africanos. Aos poucos os africanos estão recuperando o orgulho por sua cor, raça e cultura.

Ásia

O período da conquista européia na Ásia começa por volta de 1500 e continua até a metade do século 20 . Alguns historiadores acreditam que esse período ainda não terminou.

O interesse europeu pela Ásia começou com a curiosidade e se tornou o desejo de explorar as riquezas deste continente. Para isso, os europeus tiveram que conquistar e colonizar essas terras, isso aconteceu nos séculos 19 e 20. Na época da I Guerra Mundial, a maior parte da Ásia estava sob controle europeu.

Três ou quatro séculos de contato e controle europeu trouxeram boas e más conseqüências para Ásia. As contribuições européias foram, novas idéias e técnicas para agricultura, indústria e comércio, saúde e educação e administração política.

Poucas culturas asiáticas estavam aptas para se adaptar a essas novas regras e idéias, mas aquelas que, como o Japão, conseguiram, tiraram muito proveito após sua independência.

Dentre os problemas do Colonialismo, a exploração das riquezas, que os europeus levavam para as metrópoles, a divisão da Ásia sem levar em conta suas culturas, povos e regiões físicas. Houve também os problemas políticos e sociais causados pelas minorias estrangeiras, como a cultura francesa na Indochina, que se chocava com a cultura existente nesse país.

Até hoje existem problemas desse tipo nas nações asiáticas.

Conclusão

É assim que podemos compreender as dificuldades que certos países têm até os dias atuais. As marcas profundas deixadas pelo colonialismo se refletem em suas culturas, políticas, economias e são vistas com clareza nas guerras e massacres causados por diferenças étnicas. São países ainda, de certa forma, dominados pelas nações poderosas

É a esse domínio que chamamos Imperialismo.

Leia mais:

Bibliografia:

- Atlas de História Universal “The Times” – O Globo
- História Moderna e Contemporânea – Francisco de Assis Silva – Ed. Moderna
- Enciclopédia Encarta multimídia – Microsoft

Por Marcela Frango Bretz

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

GUERRA FRIA - Matéria de Apoio Curricular de História - 3º A, B, C

Socialismo x Capitalismo: o conflito central que marcou o desenvolvimento da Guerra Fria.

Encerrada a Segunda Guerra Mundial, observamos que o colapso do totalitarismo abriu portas para que Estados Unidos e União Soviética tomassem frente à reorganização do cenário político internacional. Uma primeira demonstração da cisão entre esses dois blocos aparece na própria ocupação da Alemanha, onde os dois países citados disputam palmo a palmo o território germânico. Com a construção do muro de Berlim, presenciamos a materialização dessa disputa.

Mais do que duas nações, Estados Unidos e União Soviética representaram o antagonismo entre dois modos de organização da sociedade, da economia e das relações políticas. Sendo assim, a chamada “guerra fria” simboliza o enfrentamento dessas duas ideologias fomentadas pelo suporte ideológico dos valores de ordem socialista e capitalista. Além disso, devemos destacar que a “guerra fria” ganha esse nome por não observarmos um confronto direto entre soviéticos e norte-americanos.

Na verdade, ao longo dessa época, a Guerra Fria se desenvolveu através de ações governamentais pelos líderes de cada bloco, cada um interessado em expor a hegemonia do sistema que representava. Desse modo, filmes, cartazes, textos e outras manifestações são vistas como um modo de propagandear a visão de mundo de cada um dos blocos. Apesar de significativas, tais manifestações culturais não encerraram a questão do desenvolvimento da guerra fria.

Visando manter a hegemonia em suas áreas de interesse, os envolvidos na Guerra Fria montaram grandes planos de ajuda financeira para auxiliar as nações que sofreram os efeitos e perdas decorrentes da Segunda Guerra Mundial. Entre os norte-americanos, o Plano Marshall determinou o envio de dinheiro para nações da Europa Ocidental e do Continente Americano. Já na União Soviética, o Comecon estabelecia os mesmos objetivos com os países integrados ao socialismo.

Além de tais recursos, os blocos desse sistema bipolar se envolveram em questões políticas que estavam relacionadas a expansão e a retração do capitalismo ou do socialismo ao redor do mundo. Sendo assim, a guerra fria é marcada pela intervenção ou o auxílio militar de exércitos que defendiam o interesse ideológico do bloco que representavam. A Guerra da Coreia, a Revolução Chinesa, a Guerra do Vietnã e a própria Revolução Cubana expõem a ação capitalista e socialista em tal situação.

Nessas situações de conflito indireto, acontecia paralelamente uma corrida tecnológica e armamentista que também demarcou o auge dessa disputa. O desenvolvimento de armas nucleares, o anúncio de novas tecnologias de destruição, o aprimoramento de armamento militar, a ampliação de exércitos e até a exploração espacial figuravam nesse outro braço da disputa dos blocos. Sendo assim, a Guerra Fria determinou o gasto de quantias exorbitantes.

Por volta da década de 1970, observamos que essa tensão passou a se enfraquecer com a assinatura de acordos que estabeleciam a distensão da corrida armamentista. Logo em seguida, o colapso da economia soviética determinou a realização de mudanças estruturais na economia da grande nação socialista. Ao fim da década de 1980, a crise do socialismo soviético e a queda do Muro de Berlim demarcaram historicamente a desintegração do bloco socialista e o fim da Guerra Fria.


Por Rainer Sousa
Mestre em História

Matéria de Apoio Curricular de História - 3º A, B, C

Tensão no mundo contemporâneo

“Conflitos – O mundo e suas zonas de guerra”, págs. 50-57

Competências E HABILIDADES

* Analisar as características da nova ordem mundial, considerando blocos econômicos,

relações norte-sul e as de caráter étnico-religiosas como formas para descrever a

regionalização do espaço mundial.

* Analisar as diferentes formas de regionalização da África, considerando aspectos de ordem

física, cultural e econômica.

* Associar e interpretar mapas sobre a distribuição da riqueza mundial e o número de pessoas

refugiadas para identificar as distintas assimetrias e integrações na ordem mundial.

* Analisar situações representativas da ordem mundial contemporânea e do papel exercido

pelas potências hegemônicas na manutenção do sistema mundial vigente.

* Identificar e classificar os diversos elementos que explicam o desencadeamento de

inúmeros conflitos étnico-culturais no continente africano.

* Analisar o contexto de surgimento e o significado da expressão “choque de civilizações” no

mundo contemporâneo.

* Discutir as perspectivas de superação da ordem geopolítica da atualidade, considerando os

preceitos do bem comum e do respeito às diferenças.

Matéria do 2º e 3 º Ano de Filosofia

O pensamento filosófico

Quando a filosofia surge, entre os gregos, no século VI a.C, ela engloba tanto a indagação filosófica propria­mente dita quanto o que hoje chama­mos de conhecimento científico. O fi­lósofo teorizava sobre todos os assun­tos, procurando responder não só ao porquê das coisas, mas, também, ao co­mo, ou seja, ao funcionamento. É por isso que Euclides, Tales e Pitágoras são filósofos e dedicam-se também ao es­tudo da geometria. Aristóteles, por sua vez, debruça-se sobre problemas físicos e astronômicos, na medida em que es­ses problemas interessam à cultura e à sociedade de sua época.

É só a partir do século XVII, com Galileu e o aperfeiçoamento do método científico (ver Cap. 7), fundado na ob­servação, experimentação e matematização dos resultados, que a ciência co­meça a se constituir como forma espe­cífica de abordagem do real e a se des­tacar da filosofia. Aparecem, pouco a pouco, as ciências particulares, que in­vestigam a realidade sob pontos de vis­ta específicos: à física interessam os mo­vimentos dos corpos; à biologia, a na­tureza dos seres vivos; à química, as transformações das substâncias; à as­tronomia, os corpos celestes; à psico­logia, os mecanismos do funcionamen­to da mente humana; à sociologia, a or­ganização social etc.

O conhecimento é fragmentado en­tre as várias ciências, pois cada uma se ocupa somente de uma pequena parte do real. As afirmações de cada uma de­las são chamadas juízos de realidade, uma vez que se referem aos fenômenos e pretendem mostrar como estes ocor­rem e como se relacionam com outros fenômenos. De posse desses dados so­bre o funcionamento dos fenômenos naturais e humanos, torna-se possível prevê-los e controlá-los.

A filosofia trata dessa mesma reali­dade, mas, em vez de fragmentá-la em conhecimentos particulares, toma-a co­mo totalidade de fenômenos, ou seja, considera a realidade a partir de uma visão de conjunto. Qualquer que seja o problema, a reflexão filosófica consi­dera cada um de seus aspectos, relacionando-o ao contexto dentro do qual ele se insere e restabelecendo a in­tegridade do universo humano. Do ponto de vista filosófico, por exemplo, é impossível considerar a inflação bra­sileira somente a partir de princípios econômicos. É preciso relacioná-la com interesses de classes, interesses políti­cos, interesses sociais. Um país econo­micamente instável é um país política e socialmente instável. À ciência econô­mica interessa somente verificar como a inflação funciona para poder controlá-la, sem se incomodar com os reflexos que esse controle possa ter sobre a sociedade

É por isso que, sem desmerecer o co­nhecimento especializado buscado pe­las várias ciências, defendemos a neces­sidade da reflexão filosófica, reflexão es­ta que faz a crítica dos fundamentos de conhecimento e da ação humanos. Ca­be ao filósofo refletir sobre o que é ciên­cia, o que é método científico, sua vali­dade e limites. A ciência é realmente um conhecimento objetivo? O que é a objetividade e até que ponto um sujei­to histórico — o cientista — pode ser ob­jetivo? Cabe ao filósofo, também, refle­tir sobre a condição humana atual: o que é o homem? o que é liberdade? o que é trabalho? quais as relações entre homem e trabalho? etc. Nem mesmo a escola foge ao crivo da reflexão filosó­fica: para que exista, é necessário que partamos de uma visão de homem co­mo ser incompleto, portanto educável. Para sobreviver, os animais não preci­sam ser educados, pois guiam-se pelos instintos. Só os "educamos", isto é, domesticamos, para acomodá-los às nos­sas necessidades humanas. O caso dos homens é diferente. Mas para que o ser humano é educado? Para o pleno exer­cício da liberdade e da responsabilida­de ou só para se manter dentro da or­dem estabelecida? Em outras palavras, educamos para que cada homem saiba pensar por si próprio ou para que sai­ba aceitar as regras que outros pensa­ram para ele?

A filosofia quer encontrar o signifi­cado mais profundo dos fenômenos. Não basta saber como funcionam, mas o que significam na ordem geral do mundo humano. A filosofia emite juí­zos de valor ao julgar cada fato, cada ação em relação ao todo. A filosofia vai além daquilo que é, para propor como poderia ser. É, portanto, indispensável para a vida de todos nós, que deseja­mos ser seres humanos completos, ci­dadãos livres e responsáveis por nos­sas escolhas.

Assim, o filosofar é uma prática que parte da teoria e resulta em outras teorias.


Características do pensamento filosófico


O trabalho do filósofo é refletir so­bre a realidade, qualquer que seja ela, descobrindo seus significados mais profundos.

Como isso é feito?

Em primeiro lugar, vamos estabele­cer o que é a reflexão. Refletir é pen­sar, considerar cuidadosamente o que já foi pensado. Como um espelho que reflete a nossa imagem, a reflexão do filósofo deixa ver, revela, mostra, tra­duz os valores envolvidos nos aconte­cimentos e nas ações humanas.

Para chegar a essa revelação, a refle­xão filosófica, segundo Demerval Saviani, deve ser:

Radical — ou seja, chegar até a raiz dos acontecimentos, isto é, aos seus fundamentos; à sua origem, não só cro­nológica, mas no sentido de chegar aos valores originais que possibilitaram o fato. A reflexão filosófica, portanto, é uma reflexão em profundidade.

Rigorosa — isto é, seguir um mé­todo adequado ao objeto em estudo, com todo o rigor, colocando em ques­tão as respostas mais superficiais, co­muns à sabedoria popular e a algumas generalizações científicas apressadas.

De conjunto — como já foi dito an­teriormente, a filosofia não considera os problemas isoladamente, mas dentro de um conjunto de fatos, fatores e va­lores que estão relacionados entre si. A reflexão filosófica contextualiza os pro­blemas tanto verticalmente, dentro do desenvolvimento histórico, quanto ho­rizontalmente, relacionando-os a outros aspectos da situação da época.

Assim, embora os sistemas filosófi­cos possam chegar a conclusões diver­sas, dependendo das premissas de par­tida e da situação histórica dos próprios pensadores, o processo do filosofar será sempre marcado por essas característi­cas, resultando em uma reflexão rigo­rosa, radical e de conjunto.

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mitologia - Matéria de Filosofia 1º Ano




Mitologia grega - Ellhnikh miqologia

A mitologia grega compreende o conjunto de mitos, lendas e entidades divinas e/ou fantásticas, (deuses, semideuses e heróis) presentes na religião praticada na Grécia Antiga, criados e transmitidos originalmente por tradição oral, muitas vezes com o intuito de explicar fenômenos naturais, culturais ou religiosos - como os rituais - cuja explicação não era evidente. As fontes remanescentes da mitologia grega ou são transcrições dessa oralida de criação.

Os historiadores da mitologia grega têm, muitas vezes, de se basear em dados fragmentários, descontextualizados (fragmentos de obras literárias, por exemplo) ou através de indícios transmitidos na iconografia grega (principalmente, os vasos) para tentarem reconstituir a riqueza narrativa e conceptual de uma das mitologias mundiais que mais interesse desperta.

Nas suas várias lendas, histórias e cânticos, os deuses da antiga Grécia são descritos como quase humanos em aparência, porém imunes ao tempo e praticamente imunes a doenças e feridas, capazes de se tornarem invisíveis, de viajarem grandes distâncias quase que instantaneamente e de falarem através de seres humanos sem o conhecimento destes.

Cada um dos deuses tem sua própria forma física, genealogia, interesses, personalidade e sua própria especialidade. Essas descrições, no entanto, têm variantes locais que nem sempre estão de acordo com as descrições usadas em outras partes do mundo grego da época. Quando esses deuses eram nomeados em poesias ou orações, eles se referiam a uma combinação de seus nomes e epítetos, com estes os identificando, distinguindo-os de outros deuses. Atualmente, apenas o povo Kalasha, do Paquistão, mantém como religião viva o panteão grego.

Natureza da mitologia grega

Enquanto todas as culturas através do mundo têm suas próprias mitologias, esse termo é de cunhagem grega e teve um sentido específico nessa cultura. Ele deriva de mythologia:

· Mythos, que no grego homérico significa superficialmente um discurso ritualístico de um chefe, um poeta ou um sacerdote;

· Logos, que no grego clássico significa "uma história convincente, um argumento em ordem";

Originalmente, então, a mitologia é uma tentativa de trazer sentido às narrativas estilizadas que os gregos recitavam em festivais, sussurravam em locais sagrados e espalhavam em banquetes de aristocratas.

Visão geral

O espectro da mitologia grega é enorme. Abrange desde os crimes mais cruéis dos primeiros deuses e as sangrentas guerras de Tróia e Tebas, à infância de Hermes e o sofrimento de Deméter por Perséfone.

A era dos deuses

Assim como seus vizinhos, os gregos acreditavam num panteão de deuses e deusas que eram associados a específicos aspectos da vida. Afrodite, por exemplo, era a deusa do amor, enquanto Ares era o deus da guerra e Hades o dos mortos.

Algumas deidades como Apolo e Dionísio revelavam personalidades complexas e uma variedade de funções, enquanto outros como Helios ("sol") eram pouco mais que personificações. Existiam também deidades de lugares específicos, como deuses de rios e ninfas de nascentes e cavernas. Tumbas de heróis e heroínas locais eram igualmente veneradas.

Apesar de centenas de seres poderem ser considerados deuses ou heróis, alguns não representavam mais que folclore ou eram honrados somente em lugares (Trophonius) e/ou festivais específicos (Adonis).

Rituais de maior abrangência e os grandes templos eram dedicados, em sua maioria, a um seleto círculo de deuses, notadamente os quinze do Olimpo, Heracles e Asclepio. Estas deidades eram o foco central dos cultos pan-Helênicos.

Muitas regiões e vilas tinham seus próprios cultos a ninfas, deuses menores ou ainda a heróis e heroínas desconhecidos em outros lugares. A maioria das cidades adoravam os deuses maiores com rituais peculiares e tinham para estes lendas igualmente próprias.


A origem da Filosofia

A filosofia se originou no século VII a.C. em colônias gregas localizadas na cidade de Mileto quando alguns homens perceberam que tudo podia ser conhecido através da razão humana e que o conhecimento não se limitava apenas para deuses. Pitágoras foi quem criou o termo filosofia que significa “amizade pela sabedoria”. O termo foi criado quando Pitágoras viu que os deuses possuíam todo o conhecimento e sabedoria que existia, passando assim a perceber que o homem poderia desejar e buscar tal sabedoria plena por meio da filosofia.

* Esta é caracterizada por:

- Inclinação à racionalidade;
- Explicações variáveis segundo os acontecimentos, banindo assim justificativas pré-moldadas;
- Questionamentos e argumentos relacionados a um determinado caso, de modo que seja apresentadas soluções e/ou respostas concretas;
- Difusão de pensamentos;
- Diferenciação do que é semelhante por meio do pensamento e da razão.

O primeiro filósofo que se tem conhecimento foi Tales de Mileto, fundador da Escola Jônica e um dos sete sábios da Grécia Antiga. Decifrou o eclipse solar, designou à água a função de ser a iniciadora de todas as coisas, buscava entender as condições climáticas através das características do céu.


- É dividida em quatro grandes períodos, a saber:

Período pré-socrático:

Também conhecido como período cosmológico, ocorreu entre os séculos VII e V a.C.
Período socrático:

Também conhecido como período antropológico, ocorreu entre os séculos V e IV a.C.
Período sistemático:

Ocorreu entre os séculos IV e III a.C.
Período helenístico:

Também conhecido como período greco-romano, ocorreu entre os séculos III a.C. e VI d.C.

Os Pré-Socráticos

Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste à alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.

Período Clássico

Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.

Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem (retórica), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.

Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão.

Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.

Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.