segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

Mitologia - Matéria de Filosofia 1º Ano




Mitologia grega - Ellhnikh miqologia

A mitologia grega compreende o conjunto de mitos, lendas e entidades divinas e/ou fantásticas, (deuses, semideuses e heróis) presentes na religião praticada na Grécia Antiga, criados e transmitidos originalmente por tradição oral, muitas vezes com o intuito de explicar fenômenos naturais, culturais ou religiosos - como os rituais - cuja explicação não era evidente. As fontes remanescentes da mitologia grega ou são transcrições dessa oralida de criação.

Os historiadores da mitologia grega têm, muitas vezes, de se basear em dados fragmentários, descontextualizados (fragmentos de obras literárias, por exemplo) ou através de indícios transmitidos na iconografia grega (principalmente, os vasos) para tentarem reconstituir a riqueza narrativa e conceptual de uma das mitologias mundiais que mais interesse desperta.

Nas suas várias lendas, histórias e cânticos, os deuses da antiga Grécia são descritos como quase humanos em aparência, porém imunes ao tempo e praticamente imunes a doenças e feridas, capazes de se tornarem invisíveis, de viajarem grandes distâncias quase que instantaneamente e de falarem através de seres humanos sem o conhecimento destes.

Cada um dos deuses tem sua própria forma física, genealogia, interesses, personalidade e sua própria especialidade. Essas descrições, no entanto, têm variantes locais que nem sempre estão de acordo com as descrições usadas em outras partes do mundo grego da época. Quando esses deuses eram nomeados em poesias ou orações, eles se referiam a uma combinação de seus nomes e epítetos, com estes os identificando, distinguindo-os de outros deuses. Atualmente, apenas o povo Kalasha, do Paquistão, mantém como religião viva o panteão grego.

Natureza da mitologia grega

Enquanto todas as culturas através do mundo têm suas próprias mitologias, esse termo é de cunhagem grega e teve um sentido específico nessa cultura. Ele deriva de mythologia:

· Mythos, que no grego homérico significa superficialmente um discurso ritualístico de um chefe, um poeta ou um sacerdote;

· Logos, que no grego clássico significa "uma história convincente, um argumento em ordem";

Originalmente, então, a mitologia é uma tentativa de trazer sentido às narrativas estilizadas que os gregos recitavam em festivais, sussurravam em locais sagrados e espalhavam em banquetes de aristocratas.

Visão geral

O espectro da mitologia grega é enorme. Abrange desde os crimes mais cruéis dos primeiros deuses e as sangrentas guerras de Tróia e Tebas, à infância de Hermes e o sofrimento de Deméter por Perséfone.

A era dos deuses

Assim como seus vizinhos, os gregos acreditavam num panteão de deuses e deusas que eram associados a específicos aspectos da vida. Afrodite, por exemplo, era a deusa do amor, enquanto Ares era o deus da guerra e Hades o dos mortos.

Algumas deidades como Apolo e Dionísio revelavam personalidades complexas e uma variedade de funções, enquanto outros como Helios ("sol") eram pouco mais que personificações. Existiam também deidades de lugares específicos, como deuses de rios e ninfas de nascentes e cavernas. Tumbas de heróis e heroínas locais eram igualmente veneradas.

Apesar de centenas de seres poderem ser considerados deuses ou heróis, alguns não representavam mais que folclore ou eram honrados somente em lugares (Trophonius) e/ou festivais específicos (Adonis).

Rituais de maior abrangência e os grandes templos eram dedicados, em sua maioria, a um seleto círculo de deuses, notadamente os quinze do Olimpo, Heracles e Asclepio. Estas deidades eram o foco central dos cultos pan-Helênicos.

Muitas regiões e vilas tinham seus próprios cultos a ninfas, deuses menores ou ainda a heróis e heroínas desconhecidos em outros lugares. A maioria das cidades adoravam os deuses maiores com rituais peculiares e tinham para estes lendas igualmente próprias.


A origem da Filosofia

A filosofia se originou no século VII a.C. em colônias gregas localizadas na cidade de Mileto quando alguns homens perceberam que tudo podia ser conhecido através da razão humana e que o conhecimento não se limitava apenas para deuses. Pitágoras foi quem criou o termo filosofia que significa “amizade pela sabedoria”. O termo foi criado quando Pitágoras viu que os deuses possuíam todo o conhecimento e sabedoria que existia, passando assim a perceber que o homem poderia desejar e buscar tal sabedoria plena por meio da filosofia.

* Esta é caracterizada por:

- Inclinação à racionalidade;
- Explicações variáveis segundo os acontecimentos, banindo assim justificativas pré-moldadas;
- Questionamentos e argumentos relacionados a um determinado caso, de modo que seja apresentadas soluções e/ou respostas concretas;
- Difusão de pensamentos;
- Diferenciação do que é semelhante por meio do pensamento e da razão.

O primeiro filósofo que se tem conhecimento foi Tales de Mileto, fundador da Escola Jônica e um dos sete sábios da Grécia Antiga. Decifrou o eclipse solar, designou à água a função de ser a iniciadora de todas as coisas, buscava entender as condições climáticas através das características do céu.


- É dividida em quatro grandes períodos, a saber:

Período pré-socrático:

Também conhecido como período cosmológico, ocorreu entre os séculos VII e V a.C.
Período socrático:

Também conhecido como período antropológico, ocorreu entre os séculos V e IV a.C.
Período sistemático:

Ocorreu entre os séculos IV e III a.C.
Período helenístico:

Também conhecido como período greco-romano, ocorreu entre os séculos III a.C. e VI d.C.

Os Pré-Socráticos

Podemos afirmar que foi a primeira corrente de pensamento, surgida na Grécia Antiga por volta do século VI a.C. Os filósofos que viveram antes de Sócrates se preocupavam muito com o Universo e com os fenômenos da natureza. Buscavam explicar tudo através da razão e do conhecimento científico. Podemos citar, neste contexto, os físicos Tales de Mileto, Anaximandro e Heráclito. Pitágoras desenvolve seu pensamento defendendo a idéia de que tudo preexiste à alma, já que esta é imortal. Demócrito e Leucipo defendem a formação de todas as coisas, a partir da existência dos átomos.

Período Clássico

Os séculos V e IV a.C. na Grécia Antiga foram de grande desenvolvimento cultural e científico. O esplendor de cidades como Atenas, e seu sistema político democrático, proporcionou o terreno propício para o desenvolvimento do pensamento. É a época dos sofistas e do grande pensador Sócrates.

Os sofistas, entre eles Górgias, Leontinos e Abdera, defendiam uma educação, cujo objetivo máximo seria a formação de um cidadão pleno, preparado para atuar politicamente para o crescimento da cidade. Dentro desta proposta pedagógica, os jovens deveriam ser preparados para falar bem (retórica), pensar e manifestar suas qualidades artísticas.

Sócrates começa a pensar e refletir sobre o homem, buscando entender o funcionamento do Universo dentro de uma concepção científica. Para ele, a verdade está ligada ao bem moral do ser humano. Ele não deixou textos ou outros documentos, desta forma, só podemos conhecer as idéias de Sócrates através dos relatos deixados por Platão.

Platão foi discípulo de Sócrates e defendia que as idéias formavam o foco do conhecimento intelectual. Os pensadores teriam a função de entender o mundo da realidade, separando-o das aparências.

Outro grande sábio desta época foi Aristóteles que desenvolveu os estudos de Platão e Sócrates. Foi Aristóteles quem desenvolveu a lógica dedutiva clássica, como forma de chegar ao conhecimento científico. A sistematização e os métodos devem ser desenvolvidos para se chegar ao conhecimento pretendido, partindo sempre dos conceitos gerais para os específicos.



sábado, 13 de novembro de 2010

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

PROVA DE FILOSOFIA DO 3° A

CARISSIMOS ALUNOS
SEGUE ABAIXO O LINK DA PROVA DE FILOSOFIA

PRESTEM ATENÇÃO PARA BAIXAR A PROVA
DEPOIS QUE CLICKAR ESPERE OS 20 SEGUNDOS E DEPOIS BAIXE O ARQUIVO


http://www.4shared.com/file/M8oPD6NH/prova_de_filosofia_3_bimestre_.html

DESCULPEM PELA FALTA DE TEXTO
EU TO CANSADO
ABRAÇOS A TODOS

BOA PROVA

sábado, 18 de setembro de 2010

Documento Enem - Competencias e Habilidades


Matriz de Referência de Ciências Humanas e suas Tecnologias



O MEC estabele a divisão da área de Ciências Humanas em seis competências, com cinco habilidades cada uma, totalizando trinta itens (socorroo!!!).

Vale ressaltar que Ciências Humanas é a única área que não estabelece uma diferenciação de disciplinas, interligando História, Geografia, Atualidades, Filosofia e Sociologia em um único eixo de aprendizado.

Vamos aos itens (o "H" significa Habilidade). Obs.: As habilidades com links direcionam para questões que cobram estas respectivas habilidades. Moleza ;)

Competência de área 1 - Compreender os elementos culturais que constituem as identidades

H1 - Interpretar historicamente e/ou geograficamente fontes documentais acerca de aspectos da cultura.
H2 - Analisar a produção da memória pelas sociedades humanas.
H3 - Associar as manifestações culturais do presente aos seus processos históricos.
H4 - Comparar pontos de vista expressos em diferentes fontes sobre determinado aspecto da cultura.
H5 - Identificar as manifestações ou representações da diversidade do patrimônio cultural e artístico em diferentes sociedades.

Competência de área 2 - Compreender as transformações dos espaços geográficos como produto das relações socioeconômicas e culturais de poder.

H6 - Interpretar diferentes representações gráficas e cartográficas dos espaços geográficos.
H7 - Identificar os significados histórico-geográficos das relações de poder entre as nações.
H8 - Analisar a ação dos estados nacionais no que se refere à dinâmica dos fluxos populacionais e no enfrentamento de problemas de ordem econômico-social.
H9 - Comparar o significado histórico-geográfico das organizações políticas e socioeconômicas em escala local, regional ou mundial.
H10 - Reconhecer a dinâmica da organização dos movimentos sociais e a importância da participação da coletividade na transformação da realidade histórico-geográfica.

Competência de área 3 - Compreender a produção e o papel histórico das instituições sociais, políticas e econômicas, associando-as aos diferentes grupos, conflitos e movimentos sociais.

H11 - Identificar registros de práticas de grupos sociais no tempo e no espaço.
H12 - Analisar o papel da justiça como instituição na organização das sociedades.
H13 - Analisar a atuação dos movimentos sociais que contribuíram para mudanças ou rupturas em processos de disputa pelo poder.
H14 - Comparar diferentes pontos de vista, presentes em textos analíticos e interpretativos, sobre situação ou fatos de natureza histórico-geográfica acerca das instituições sociais, políticas e econômicas.
H15 - Avaliar criticamente conflitos culturais, sociais, políticos, econômicos ou ambientais ao longo da história.

Competência de área 4 - Entender as transformações técnicas e tecnológicas e seu impacto nos processos de produção, no desenvolvimento do conhecimento e na vida social.

H16 - Identificar registros sobre o papel das técnicas e tecnologias na organização do trabalho e/ou da vida social.
H17 - Analisar fatores que explicam o impacto das novas tecnologias no processo de territorialização da produção.
H18 - Analisar diferentes processos de produção ou circulação de riquezas e suas implicações sócio-espaciais.
H19 - Reconhecer as transformações técnicas e tecnológicas que determinam as várias formas de uso e apropriação dos espaços rural e urbano.
H20 - Selecionar argumentos favoráveis ou contrários às modificações impostas pelas novas tecnologias à vida social e ao mundo do trabalho.

Competência de área 5 - Utilizar os conhecimentos históricos para compreender e valorizar os fundamentos da cidadania e da democracia, favorecendo uma atuação consciente do indivíduo na sociedade.

H21 - Identificar o papel dos meios de comunicação na construção da vida social.
H22 - Analisar as lutas sociais e conquistas obtidas no que se refere às mudanças nas legislações ou nas políticas públicas.
H23 - Analisar a importância dos valores éticos na estruturação política das sociedades.
H24 - Relacionar cidadania e democracia na organização das sociedades.
H25 Identificar estratégias que promovam formas de inclusão social.

Competência de área 6 - Compreender a sociedade e a natureza, reconhecendo suas interações no espaço em diferentes contextos históricos e geográficos.

H26 - Identificar em fontes diversas o processo de ocupação dos meios físicos e as relações da vida humana com a paisagem.
H27 - Analisar de maneira crítica as interações da sociedade com o meio físico, levando em consideração aspectos históricos e(ou) geográficos.
H28 - Relacionar o uso das tecnologias com os impactos sócio-ambientais em diferentes contextos histórico-geográficos.
H29 - Reconhecer a função dos recursos naturais na produção do espaço geográfico, relacionando-os com as mudanças provocadas pelas ações humanas.
H30 - Avaliar as relações entre preservação e degradação da vida no planeta nas diferentes escalas.

quinta-feira, 16 de setembro de 2010

O analfabeto Político

O Analfabeto Político


O pior analfabeto é o analfabeto político. Ele não ouve, não fala, nem participa dos acontecimentos políticos. Ele não sabe o custo de vida, o preço do feijão, do peixe, da farinha, do aluguel, do sapato e do remédio dependem das decisões políticas.
O analfabeto político é tão burro que se orgulha e estufa o peito dizendo que odeia a política. Não sabe o imbecil que, da sua ignorância política, nasce a prostituta, o menor abandonado, e o pior de todos os bandidos, que é o político vigarista, pilantra, corrupto e lacaio das empresas nacionais e multinacionais.


http://jornaldedebates.uol.com.br/debate/por-que-educacao-nao-tem-prioridade-no-brasil/artigo/analfabeto-politico/12369

http://acertodecontas.blog.br/artigos/o-analfabetismo-poltico-no-brasil/

http://www.espacoacademico.com.br/034/34pol.htm



quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Livro didático distribuído a escolas estaduais de SP indica site com mulheres nuas.



14/09/2010 - 20h21

TALITA BEDINELLI
ESTÊVÃO BERTONI
DE SÃO PAULO

Livros didáticos de inglês, distribuídos a estudantes do 1º ano do ensino médio de escolas estaduais de São Paulo, indicam o endereço de um site que, quando acessado, é direcionado a uma página que mostra mulheres nuas.

O site www.newsonline.com foi sugerido como atividade de aprofundamento no caderno de exercícios, e o texto que acompanha a atividade informa que no endereço há links para jornais do mundo inteiro. No entanto, quando acessado, o internauta é encaminhado para o site da Naked News Anchors, em que apresentadoras leem notícias enquanto tiram as peças de roupa.

O conteúdo do site só é liberado para assinantes. Mas há um vídeo promocional gratuito, que mostra o serviço.

Os livros foram distribuídos a 645 mil estudantes, de 4.000 escolas, pela Secretaria da Educação. A pasta afirma que o site mudou de conteúdo desde a distribuição do material, em março deste ano --o livro passou pela última revisão em novembro de 2009.

"Quando os alunos acessaram era o conteúdo dos jornais. Nós ficamos reféns dessa mudança de conteúdo", disse Valéria de Souza, coordenadora de estudos e normas pedagógicas da secretaria.

A secretaria afirma que descobriu o problema na semana passada e avisou professores. O governo não vai recolher os livros, que foram usados no segundo bimestre e levados para casa pelos alunos, mas acionou o Ministério Público para saber se é possível retirar o site do ar.

Trabalho de Filosofia

sábado, 26 de junho de 2010

Bem vindos de volta





Olá
Bem vindos ao 2° Semestre
nesse bimestre os trabalhos serão visualizados neste canal

A todos os alunos

Meus sinceros agradecimentos

Professor Alan Aparecido Gonçalves


segunda-feira, 14 de junho de 2010

Irã e Sanções da Onu




O Conselho de Segurança da ONU aprovou nesta quarta-feira (09/06) a quarta rodada de sanções ao Irã para tentar conter seu seu programa nuclear.


Reportagem do site do Terra - 09 de junho de 2010 12h34 atualizado às 14h28

O Conselho de Segurança (CS) da ONU aprovou nesta quarta, na sede das Nações Unidas, em Nova York, novas sanções contra o Irã, pela quarta vez desde 2006, para tentar convencer Teerã a suspender seu programa nuclear, que o Ocidente suspeita ter objetivo de desenvolver armas atômicas. Dos 15 países que votaram, apenas Brasil e Turquia foram contra, enquanto o Líbano se absteve.

As nações se reuniram para votar a proposta de resolução, resultado de cinco meses de negociações entre EUA, Grã-Bretanha, França, China, Rússia e Alemanha. As quatro potências ocidentais queriam medidas mais duras, inclusive contra o setor energético iraniano, mas Pequim e Moscou conseguiram diluir as punições.

A representante americana, Susan Rice, defendeu a medida dizendo que as sanções são uma resposta ao desrespeito do Irã às regras impostas pela Agência Internacional de Energia Atómica (AIEA). Segundo ela, as sanções são "tão duras quanto precisas", e que decisão do CS não é dirigida ao povo iraniano, e sim ao governo que desrespeita leis internacionais.

Rice referiu-se ainda ao acordo entre Brasília e Ancara com Teerã, para assinalar que "Turquia e Brasil trabalharam muito para progredir e (esse documento) isso reflete as boas intenções", mas acrescentou que ainda restam "questões sobre o programa nuclear iraniano sem respostas".

Brasília e Ancara consideram que as novas sanções são contraproducentes e o correto seria dar maior tempo à diplomacia. "Não achamos que as sanções sejam o instrumento eficaz neste caso, já que o mais provável é que causem sofrimento do povo iraniano", disse a embaixadora brasileira diante da ONU, Maria Luiza Ribeiro Viotti, em um discurso antes da votação.

A diplomata disse que seu país considera equivocado aumentar a pressão ao regime iraniano, depois do acordo alcançado em maio pelo Brasil e Turquia de trocar combustível nuclear. Esse mesmo argumento foi sustentado pelo embaixador turco, Ertugrul Apakan. "A declaração de Teerã criou uma nova realidade com relação ao programa nuclear iraniano", assegurou o representante turco.

Os outros membros do Conselho de Segurança consideraram que deram amplas oportunidades ao regime iraniano para dirimir as dúvidas da comunidade internacional. Para eles, o acordo firmado com a Turquia e o Brasil foi insuficiente.

Resoluções
A resolução adotada hoje estabelece novas restrições às operações dos bancos iranianos no exterior por suspeita que tenham vínculos com os programas nucleares e bélicos de Teerã, e aumenta a apuração das transações no exterior de todas as entidades financeiras do país.

Endurece o embargo de armas ao Irã e sanciona as três entidades controladas pela empresa estatal iraniana, assim como outras 15 controladas pela Guarda Revolucionária. Reforça o regime de inspeções a navios e aviões iranianos.

Está entre os anexos da resolução o nome de 40 entidades e empresas iranianas que tiveram congeladas seus ativos no exterior, incluindo o nome do responsável pela usina nuclear de Isfahan, Javad Rahiqi, que está proibido de viajar ao exterior.

Acordo
No mês passado, Turquia e Brasil mediaram um acordo de intercâmbio de material nuclear do Irã, na esperança de que isso desse espaço a mais negociações e evitasse as novas sanções. Esse acordo previa que o Irã enviasse aos turcos 1,2 t de urânio enriquecido a 3,5% para resgatar um ano depois 120 kg do material purificado em 20% para um reator de uso médico. EUA e seus aliados, no entanto, disseram que o acordo não altera a recusa do Irã em abandonar o enriquecimento de urânio, conforme exigiam cinco resoluções anteriores do Conselho de Segurança.

Com informações da Reuters e AFP


segunda-feira, 31 de maio de 2010

Princípios da lógica

Princípios Lógicos (princípios básicos do nosso pensamento)


a) Principio de Identidade - de acordo com este principio, se se coloca uma proposição, temos de colocar a mesma proposição, isto é, uma proposição é equivalente a si mesma.

Ex.: se eu me chamo Catarina, logo chamo-me Catarina

- O que acima de tudo, importa reter relativamente a este princípio é que ele exige que, no decurso de um procedimento argumentativo ou demonstrativo, se mantenha o mesmo significado dos termos e das expressões.

b) Principio de (não) Contradição – segundo este principio, é impossível aceitar uma proposição e, ao mesmo tempo, a sua negação. De acordo com Aristóteles, no que se refere à dimensão lógica, dizemos que é impossível que a afirmação e a negação sejam verdadeiras ao mesmo tempo.

Ex.: Se é verdade que me chamo Catarina, então é falso que não me chamo Catarina.

- Do ponto de vista ontológico, a mesma coisa não pode ser e não ser ao mesmo tempo, segundo a mesma perspectiva, ou, então, é impossível que o mesmo atributo pertença e não pertença ao mesmo sujeito, ao mesmo tempo e segundo a mesma relação.

- Eu sou alta e não sou alta (não entro necessariamente em contradição, posso ser alta em relação à kanita e não ser em relação à Mariana : D )

- Possuindo estas dimensões – lógica e ontológica – o principio de não contradição estrutura a realidade e o nosso pensamento, estando na base das afirmações que produzimos acerca dessa realidade.

c) Princípio do Terceiro Excluído – de acordo com este princípio, na sua vertente lógica, sendo dada uma proposição, tem de a afirmar ou de a negar. Segundo Aristóteles, de duas proposições contraditórias, uma delas tem de ser verdadeira e não podem ser ambas falsas, ou seja, não é possível que haja qualquer entre enunciados contraditórios.

Ex.: Ou eu me chamo Catarina ou eu não me chamo Catarina.

- Na sua formulação ontológica, este princípio diz-nos que uma coisa deve ser ou então não ser, não há terceira possibilidade.

A Importância destes Princípios

Estes três princípios são pressupostos de todo o pensamento consistente. Sem eles, nenhuma verdade pode ser concebida. Sendo leis fundamentais, exigem que lhes obedeçamos se queremos o nosso pensamento tenha rigor e coerência. Quando pensamos e quando traduzimos o nosso pensamento em discurso (oral ou escrito), utilizamos estes princípios, os quais determinam todo o nosso exercício racional.

- Eles revelam-se no discurso, porque o discurso é a tradução do pensamento. Todavia, para pensar precisamos não só de princípios, como também de instrumentos lógicos – O CONCEITO; O JUIZO E O RACIOCINIO.

Uma segunda apreciação


Foi Aristóteles que forneceu os princípios básicos da lógica, que são percebidos intuitivamente. Esses princípios são formais, pois não se referem aos objetos e nem aos conteúdos pensados, mas apenas dizem como devemos pensar. São as formas necessárias e universais do pensamento. Todos o seres humanos quando pensam seguem esses princípios. Eles são anteriores a qualquer raciocínio.

Princípio da identidade: Afirma A=A e não pode ser B, o que é, é. Parece estranho, mas não podemos pensar nada sem sua identidade. Uma árvore é uma árvore e não pode ser um cachorro. O pensamento só pode admitir a representação de coisas que possuem sua identidade. O triângulo tem três partes, nunca poderá ter quatro. Todo ser da natureza seja uma árvore, um animal, um objeto, um ser humano só pode ser representado e percebido pelo pensamento com sua identidade.

Princípio da não-contradição: A=A e nunca pode ser não-A, o que é, é e não pode ser sua negação, ou seja, o ser é, o não ser não é. Uma árvore é uma árvore e não pode ser não-árvore. Ou é uma árvore ou não é. É impossível que o quadrado tenha quatro partes e não tenha ao mesmo tempo. Que o triângulo tenha três partes e não tenha ao mesmo tempo. Sem o princípio de não-contradição não há o princípio de identidade.

Princípio do terceiro excluído: Afirma que Ou A é x ou A é y, não existe uma terceira possibilidade. “Ou este remédio cura a doença ou não cura a doença”; “Ou ele é bom, ou ele é mal”; “Ou este relógio funciona ou não funciona”; “Ou esta panela está quente ou está fria”. Uma idéia, um objeto, um sentimento pode ser isto ou aquilo, não a uma terceira possibilidade, somente há duas escolhas.