quinta-feira, 27 de maio de 2010

SABEDORIA POPULAR E SENSO COMUM

SEGUE ALGUMAS FRASES E DITOS POPULARES PARA CONSULTA - SENSO COMUM

Quem tem telhado de vidro não ataca pedras no do vizinho.
A palavra vale prata. O silêncio vale ouro
Nem tudo que reluz é ouro.
Só percebemos o valor da água depois que a fonte seca.
Cão que ladra não morde...
Em terra de cego quem tem um olho é rei
Barco parado, não faz viagem.
Cada cabeça sua sentença.
Cada maluco com a sua mania.
Cada um por si e Deus por todos.
Cada um puxa a brasa para a sua sardinha.
Quem com ferro fere, com ferro será ferido.

Amanhã é sempre o dia mais ocupado da semana.

Ditado Espanhol

Aquela mulher tinha mais hora de cama do que urubu de vôo.

Se você cair 7 vezes, levante-te 8.

Provérbio Chinês

Temos duas orelhas e uma só boca, justamente para escutar mais e falar menos.
Fenon de Citon

Um novo ramo molda-se a qualquer curvatura que lhe seja aplicada.

Provérbio Chinês


Quem espera por sapatos de defunto toda vida anda descalço.
Adágio Popular

Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.
Provérbio Chinês

Os olhos são a janela da alma.
Jean-Baptiste Alphonse Karr

Duas coisas indicam fraqueza: calar-se quando é preciso falar, e falar quando é preciso calar-se.
Provérbio Persa

Se te sentares no caminho, senta-te de frente... Embora tenhas de ficar de costas para o que já percorreste.
Provérbio Chinês

Sorria para a vida! Ela também lhe sorrirá.
Adágio Popular

Quem não vive para servir, não serve para viver.
Adágio Popular

Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.
Provérbio Japonês

Nunca é tão fácil perder-se como quando se julga conhecer o caminho.
Provérbio Chinês

Não declares que as estrelas estão mortas só porque o céu está nublado.
Provérbio Árabe

Sorria para a vida! Ela também lhe sorrirá.
Adágio Popular

Somente quando for cortada a última árvore, pescado o último peixe, poluído o último rio, é que as pessoas vão perceber que não podem comer dinheiro.
Provérbio Indígena

A palavra vale prata. O silêncio vale ouro.
Adágio Popular

Prepara-te para o que quiseres ser.
Provérbio Alemão

Quem espera por sapatos de defunto toda vida anda descalço.
Adágio Popular

Eu que me queixava de não ter sapatos, encontrei um homem que não tinha pés.
Provérbio Chinês

Cem homens podem formar um acampamento, mas é preciso de uma mulher para se formar um lar.
Provérbio Chinês

A vingança é um prato que se come frio.

Um coração alegre faz tão bem quanto os remédios.
Provérbio Oriental

Pouco se aprende com a vitória, mas muito com a derrota.
Provérbio Japonês

Você não pode impedir que os pássaros da tristeza voem sobre sua cabeça, mas pode, sim, impedir que façam um ninho em seu cabelo.
Provérbio Chinês

Há cinco degraus para se alcançar a sabedoria: calar, ouvir, lembrar, agir e estudar.
Provérbio Arabe

Se você cair 7 vezes, levante-te 8.
Provérbio Chinês

Espere o melhor, prepare-se para o pior e aceite o que vier.
Provérbio Chinês

Quem desdenha quer comprar.

Prepara-te para o que quiseres ser.
Provérbio Alemão

Um coração alegre faz tão bem quanto os remédios.
Provérbio Oriental

Falem bem, falem mal, mas falem de mim.

" A convivência natural do ser humano no mundo - ações e atitudes do dia-a-dia - produz um tipo de conhecimento particular e espontâneo, geralmente denominado “senso comum” ou “conhecimento vulgar”.

Essa herança cultural se manifesta tanto em relação aos comportamentos ligados à sobrevivência imediata, ao comestível ou não-comestível, ao perigo, à segurança, como em relação aos sentimentos e valores que organizam e situam o desenrolar da vivência, como o belo e o agradável, o bem e o mal, o justo e o injusto. Dificilmente conseguiríamos sobreviver se não pudéssemos extrair da nossa experiência do mundo e da vida esse grande conjunto de conhecimentos que serve de guia para as nossas ações e decisões do quotidiano, de orientador das nossas relações com os outros e de instrumento para a nossa adequação ao meio em que vivemos.
Do seio desse caudal de cultura e conhecimentos vulgares, entre outros valores, brotam os ditados populares, que, grosso modo, podem ser denominados também “filosofias populares”. A titulo de ilustração, podemos observar que as ciladas da vida podem nos pegar “com as calças na mão” se não observarmos que quem “cai n’água com o corpo quente” “vê cara e não vê coração” e não atenta para o fato de que “as aparências enganam”, corre grande risco de “adquirir gato por lebre” e dessa forma cair no “conto do vigário” e somente muito tempo depois descobrir que “chapéu de otário é marreta”.
O vasto acervo de frases feitas, interpretando metaforicamente as mais variadas experiências de vida do cotidiano, tenta explicar, mesmo que de forma empírica, a grande maioria das situações vividas e vivenciadas pelo homem.
Sobre mudanças de comportamento que podem ter sido influenciadas por outrem, a sabedoria popular apresenta as seguintes interpretações: “Diz-me com quem andas, que direi quem és”, “passarinho que se acompanha com morcego termina dormindo de cabeça para baixo”, “tal pai, tal filho”, “filho de peixe peixinho é”, “pelo santo se beija o altar”, “o hábito faz o monge”, “costume de casa vai a praça” e por aí vai...
Sobre a benevolência, a filosofia do senso comum, entre outras interpretações, afirma-se que “quem dá aos pobres empresta a Deus” - também dá adeus -, assegura ainda que devemos “praticar o bem sem ver a quem”, pois “é dando que se recebe”, e que “quem ajuda aos necessitados, Deus dá em dobro”.
Um dos setores mais ricos no mundo dos ditos populares se refere à atitude de se precaver, visto que, “macaco velho dificilmente vai meter a mão em cumbuca”, “gato escaldado tem medo de água fria”, “cachorro mordido de cobra tem medo de lingüiça”, “em rio que tem piranha jacaré nada de costas”, “mais vale um covarde vivo que um herói morto”, “é melhor prevenir que remediar”, “o prevenido morreu de velho e o desconfiado ainda é vivo”, “boa ave-maria faz quem em sua casa está em paz”, “um homem prevenido vale por dois” e “em boca fechada não entra mosca”.
Para o otimismo, é reservada também uma série de interpretações que, de alguma forma, buscam trazer conforto aos pessimistas. Exemplos: “quem espera sempre alcança”, “quem espera por Deus não cansa”, “depois da tempestade vem a bonança”, “quem não arrisca não petisca”, “os últimos serão os primeiros”, “quem corre cansa, quem anda alcança”, pois “devagar se vai ao longe” e “uma longa caminhada começa pelo primeiro passo”.
Nessa linha de interpretações contemplativas dos comportamentos e ações populares, torna-se quase impossível listar os ditados populares que fazem paralelo das situações - “casa de ferreiro, espeto de pau”, “bravo que só siri dentro da lata”, “feio que só voz de prisão”, “quem com ferro fere com ferro será ferido”, “alegria de pobre dura pouco”, mesmo porque “se ele acha um ovo é goro” e “... só vai pra frente quando leva um tropeção”, entre outros.
Para não nos alongarmos muito na interpretação das filosofias do cotidiano, ressaltamos algumas paródias desses sábios epígrafes populares, como: “há males que vêm para pior”, “pau que nasce torto mija fora da bacia”, “em terra de cego, quem tem um olho é caolho”, “os últimos serão desclassificados” e “quem não tem cachorro é melhor caçar a ponto”, mesmo porque “cobra que não anda não engole sapo”, mas as que andam muito podem ser abatidas.




segunda-feira, 24 de maio de 2010

"Nascimento da Tragédia" de Nietzsche no Loucuras Filosóficas do Alexand...



Apolíneo-dionisíaco é uma expressão relativa ao que vem dos deuses: Apolo e Dioniso – expressão popularizada e tratada por Nietzsche como um contraste no livro ‘O nascimento da tragédia”, entre o espírito da ordem, da racionalidade e da harmonia intelectual, representado por Apolo, e o espírito da vontade de viver espontânea e extasiada, representado por Dioniso. Conforme diz Blackburn no verbete apolíneo/dionisíaco.

Um quadro das distinções corriqueiramente apresentadas entre Apolo e Dioniso, embora não retratem “verdadeiramente” suas essências, podem ser descritas da maneira que segue.

Apolo: Bela Aparência; Sonho; Forma (limite); Princípio de individuação; Resplandecente; Ordem; Serenidade; etc.

Dioniso: Música; Embriaguez; Uno Primordial (não há forma, sem limite); Indiferenciação; Essência; Desmedida; Domínio Subterrâneo; etc.

quinta-feira, 20 de maio de 2010

TESTEMUNHA DA HISTÓRIA - Russia

A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.

A Revolução compreendeu duas fases distintas:







Revolução Russa

Queda da monarquia, Revolução de 1917, Bolcheviques no poder, socialismo, comunismo, Lênin,
consolidação da revolução, formação da URSS, economia e administração, resumo

Introdução

No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).

Rússia Czarista

Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com os governo do czar.

No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar. Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

A Rússia na Primeira Guerra Mundial

Faltava alimentos na Rússia czarista, empregos para os trabalhadores, salários dignos e democracia. Mesmo assim, Nicolau II jogou a Rússia numa guerra mundial. Os gastos com a guerra e os prejuízos fizeram aumentar ainda mais a insatisfação popular com o czar.

Greves, manifestações e a queda da monarquia

As greves de trabalhadores urbanos e rurais espalham-se pelo território russo. Ocorriam muitas vezes motins dentro do próprio exército russo. As manifestações populares pediam democracia, mais empregos, melhores salários e o fim da monarquia czarista. Em 1917, o governo de Nicolau II foi retirado do poder e assumiria Kerenski (menchevique) como governo provisório.

A Revolução Russa de outubro de 1917

Com Kerenski no poder pouca coisa havia mudado na Rússia. Os bolcheviques, liderados por Lênin, organizaram uma nova revolução que ocorreu em outubro de 1917. Prometendo paz, terra, pão, liberdade e trabalho, Lênin assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. As terras foram redistribuídas para os trabalhadores do campo, os bancos foram nacionalizados e as fábricas passaram para as mãos dos trabalhadores. Lênin também retirou seu país da Primeira Guerra Mundial no ano de 1918. Foi instalado o partido único: o PC (Partido Comunista).

A formação da URSS

Após a revolução, foi implantada a URSS ( União das Repúblicas Socialistas Soviéticas). Seguiu-se um período de grande crescimento econômico, principalmente após a NEP ( Nova Política Econômica ). A URSS tornou-se uma grande potência econômica e militar. Mais tarde rivalizaria com os Estados Unidos na chamada Guerra Fria. Porém, após a revolução a situação da população geral e dos trabalhadores pouco mudou no que diz respeito à democracia. O Partido Comunista reprimia qualquer manifestação considerada contrária aos princípios socialistas. A falta de democracia imperava na URSS.

Lênin
Biografia de Lênin, participação na Revolução Russa, governo de Lênin na Rússia

Quem foi

Vladimir Ilyich Ulyanov foi um importante revolucionário, líder da Revolução Russa de 1917, e estadista russo. Nasceu em 22 de abril de 1870 na cidade russa de Simbirsk (atual Ulyanovsk) e morreu em 21 de janeiro de 1924 em Gorki (próximo a Moscou).

Biografia e vida política

Lênin, aos 19 anos de idade, sofreu um grande trauma familiar. Seu irmão mais velho, Alexandre Uliánov, foi executado pelas forças czaristas, por ter sido acusado de participar de um golpe contra o czar Alexandre III.

Em 1887 foi estudar direito em Kasan (cidade no Tartaristão – Rússia).

Em 1895, Lênin foi preso por participar de um movimento que propagava idéias marxistas entre trabalhadores de fábricas de São Petersburgo. Na ocasião foi enviado para cumprir pena na Sibéria (extremo norte da Rússia).
Em 1900, já libertado, Lênin foi viver exilado na Suíça como líder do Partido Bolchevique. Foi de fundamental importância na organização partidária e na propagação das idéias marxistas que faziam oposição ao sistema czarista na Rússia.

Com o início do processo revolucionário, Lênin retornou para a Rússia para liderar a revolução bolchevique. Em outubro de 1917, assumiu o governo da Rússia e implantou o socialismo. Uma das primeiras medidas tomadas por Lênin foi retirar a Rússia da Primeira Guerra Mundial.

Lênin resistiu com força ao movimento contra-revolucionário (1918-21). Nacionalizou indústrias e bancos, controlou as terras agrícolas e estabeleceu um forte controle político e econômico.

Em 1921, implantou a NEP (Nova Política Econômica) na Rússia. O objetivo era dar um pouco mais de liberdade para o comércio e agricultura para que a economia russa pudesse crescer.

Em 1922, criou, em conjunto com os sovietes, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS).

Bolcheviques
Formação dos bolcheviques, idéias, Revolução Russa, oposição aos mencheviques

História, idéias e participação na Revolução Russa

Os bolcheviques (em russo significa “majoritários”) era um grupo político russo, formado por integrantes do POSDR (Partido Operário Social-Deocrata Russo).

Formado no começo do século XX, o movimento bolchevique fazia oposição ao governo czarista de Nicolau II. Defendiam uma revolução armada de caráter socialista. Por outro lado, os mencheviques , liderados por Martov, defendiam primeiro a instalação da democracia e só depois o socialismo.

Liderados por Lênin, o Partido Bolchevique comandou o processo da Revolução Russa de 1917, que derrubou o governo czarista e implantou o sistema socialista na Rússia.

Um ano após a Revolução Russa de 1917, os bolcheviques mudaram o nome do partido para Partido Comunista da União Soviética.



quinta-feira, 13 de maio de 2010

ZEITGEIST

Zeitgeist - Official Release (Portuguese)


Zeitgeist, The Movie | Final Edition [ Portuguese subtitles ]


ASSISTAM E TIRE SUAS CONCLUSÕES

quarta-feira, 12 de maio de 2010

A Doutrina Monroe / Doutrina Big Stick e o Corolário de Roosevelt



Os Estados Unidos tinham assumido uma política de isolamento em relação aos assuntos que se passavam na Europa, isso vinha desde o governo de Washington. Os líderes norte-americanos não concordavam com as práticas de intervenção dos europeus e com isso se distanciou da Europa, tudo isso depois da Santa Aliança em 1815.
Diante da insatisfação do governo americano o então presidente, James Monroe, elaborou a chamada Doutrina de Monroe, o seu objetivo consistia em desaprovar o direito de intervenção da Santa Aliança nos países da América do Sul, a teoria tinha como base os princípios:

• Todos os países americanos, por serem livres e independentes, não poderiam se sujeitar a dominação das potências européias em possíveis colonizações.
• O sistema político das principais potências da Europa se diferenciava do americano, qualquer nação que tentasse privilegiar o seu sistema era considerada um ameaça.
• Se por ventura os países europeus participassem de uma guerra e o motivo dessa fosse de exclusivo interesse deles, os americanos de forma alguma iriam fazer parte.

A Doutrina Monroe, resumida na frase “América para os americanos”, tende a ser considerada como o embrião do pan-americanismo, que reforça ainda mais o isolamento norte americano, que favoreceu o crescimento da hegemonia na América Latina.

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O Big Stick (Grande Porrete) foi uma frase de efeito usada para descrever o estilo de diplomacia empregada pelo presidente estadunidense Theodore Roosevelt, como corolário da Doutrina Monroe, a qual especificava que os Estados Unidos da América deveriam assumir o papel de polícia internacional no hemisfério ocidental.
Roosevelt tomou o termo emprestado de um provérbio africano, "fale com suavidade e tenha à mão um grande porrete", implicando que o poder para retaliar estava disponível, caso fosse necessário. Roosevelt utilizou pela primeira vez esse slogan na Feira Estadual de Minnesota, em 2 de Setembro de 1901, doze dias antes que o assassinato do presidente William McKinley o arremessasse subitamente na presidência.
As intenções desta diplomacia eram proteger os interesses econômicos dos Estados Unidos na América Latina. Estas idéias levaram à expansão da U.S. Navy e a um maior envolvimento nas questões internacionais. Tudo isso levou à Diplomacia do Dólar, que se seguiu à administração Roosevelt e que pode ser encarado como uma versão tardia da Diplomacia das canhoneiras.


veja no link abaixo um texto sobre a Formação do Império Americano
http://docs.google.com/fileview?id=0B__p_0cCnfABMzZjYmI2NzItZTc2YS00YzFhLTg4NDMtNjdmY2NlYjVhYThl&hl=pt_BR

terça-feira, 11 de maio de 2010

Aula de 1ª Guerra Mundial e Revolução Russa, Parte 1/2

Aula de 1ª Guerra Mundial e Revolução Russa, Parte 2/2

As quatro causas de Aristóteles

Para Aristóteles uma coisa é o que é devido a sua forma. Como, porém, o filósofo entende essa expressão? Ele compreende a forma como a explicação da coisa, a causa de algo ser aquilo que é. Na verdade, Aristóteles distingue a existência de quatro causas diferentes e complementares:

  • Causa material: de que a coisa é feita? No exemplo da casa, de tijolos.
  • Causa eficiente: o que fez a coisa? A construção.
  • Causa formal: o que lhe dá a forma? A própria casa.
  • Causa final: o que lhe deu a forma? A intenção do construtor.

    Embora Aristóteles não seja materialista (vimos que a forma não é a matéria), sua explicação do mundo é mundana, está no próprio mundo. Finalmente, para o filósofo, a essência de qualquer objeto é a sua função. Diz ele que, se o olho tivesse uma alma, esta seria o olhar; se um machado tivesse uma alma, esta seria o cortar. Entendendo isso, entendemos as coisas.

    Mas o pensamento aristotélico não se limitou a essa área da filosofia que podemos chamar de teoria do conhecimento ou epistemologia. Deixando de lado os domínios que deram origem a outras ciências e nos limitando à filosofia propriamente dita, Aristóteles ainda refletiu sobre a ética, a política e a poética (que, no caso, compreende não apenas a poesia, mas a obra literária e teatral).
  • terça-feira, 4 de maio de 2010

    Descartes e a Filosofia - Matrix no mundo real




    "Você já teve um sonho, Neo, em que você estava tão certo de que era real? E se você fosse incapaz de se acordar desse sonho? Como saberia a diferença entre o mundo do sonho e o real?" (Morfeu questionando Neo, Filme Matrix).

    Se vivemos em um mundo que nada mais é do que uma Matrix ilusória, então faço minhas as palavras do poeta João Cabral de Melo Neto, em O Artista Inconfessável: "Fazer o que seja é inútil. Não fazer nada é inútil. Mas entre fazer e não fazer mais vale o inútil do fazer"!

    Se vivemos em um mundo inverossímil e somos todos apenas parte de um programa de computador, então desabafo indignado: triste sorte a nossa, homens desgraçados que somos, será que não nascemos para alguma coisa melhor?!

    Se a filosofia pós-moderna, o hinduísmo, o budismo e a trilogia Matrix estão corretos em afirmarem que o nosso mundo é irreal, então, meus queridos irmãos, o niilismo* está em alta, Deus morreu, a realidade está em crise e eu também não estou lá muito bem!

    A filosofia pós-moderna

    No filme Matrix os homens e todo o nosso mundo não passam de um software, um programa de computador, uma mera ilusão.

    Ninguém sabe por certo quando a pós-modernidade começou. Alguns afirmam que sua origem foi no início do século XX, outros dizem que foi na metade do século XX e outros asseguram que foi no início da década de 1980.

    Porém, uma coisa é certa: diversos analistas culturais afirmam que, apesar de não sabermos quando esta era começou, estamos de fato vivendo em uma sociedade pós-moderna. Mas, o que é pós-modernidade?

    O termo "pós-modernidade" é de ampla definição e foi cunhado pelo famoso historiador britânico Arnold Joseph Toynbee (1889-1975) na década de 1940, quando escrevia os seus doze volumes intitulados Um Estudo da História. Toynbee era um filósofo católico, porém influenciado pelo hinduísmo.

    Segundo Toynbee, a pós-modernidade se caracteriza especialmente pela decadência da cultura ocidental, do cristianismo e de tudo o que é absoluto. Resumindo, no pós-modernismo, morre o cristianismo e sua única verdade absoluta (Jesus Cristo) e tudo passa a ser relativo.

    Alguns filósofos franceses também debruçaram-se sobre o tema da pós-modernidade, entre eles, Jean-François Lyotard, Michel Maffesoli e Jean Baudrillard (cujo livro Simulacro e Simulação aparece rapidamente no filme Matrix).

    Baudrillard afirma que nos tempos pós-modernos ocorrerá o "domínio do simulacro" onde será possível a substituição do mundo real por uma versão simulada tão eficaz quanto a realidade. Em outras palavras, a simulação cria um perfeito simulacro da realidade, como um sonho tão vívido que, ao "acordarmos", não conseguimos distinguir entre ilusão e verdade.

    A trilogia Matrix

    A trilogia Matrix está em plena sintonia com a filosofia pós-moderna, com o hinduísmo, com o budismo, entre outras visões de mundo.

    A série Matrix é uma fantástica aventura cibernética, recheada de superefeitos especiais, onde a Terra foi totalmente dominada por máquinas dotadas de inteligência artificial, que passaram a ter controle sobre a raça humana. Os homens e todo o nosso mundo não passam de um software, um programa de computador, uma mera ilusão. Resumindo, nessa trilogia, nosso complexo mundo físico, com todos os seus ecossistemas, e nosso sofisticado corpo humano não passam de uma realidade virtual, como um joguinho de computador, semelhante ao The Sims, Sim City ou Age of Empires.

    Matrix também tem uma forte analogia com o cristianismo. Existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity ("Trindade", em inglês), Morfeu ("deus dos sonhos" na mitologia grega. Ele faz o papel de João Batista ao preparar o caminho para o "escolhido" e o de Deus Pai ao assumir a figura paterna de todos que já foram libertos da ilusão) e Neo (do grego "novo". Esse é o "escolhido" e um substituto para Jesus Cristo).

    Na primeira aparição de Neo ficamos logo sabendo qual será sua função na trilogia. Choi, um cliente de Neo, chega ao quarto de Neo com alguns amigos para pagar e receber uma encomenda. Ele lhe agradece de uma maneira que passa a ser quase uma profecia sobre o futuro de Neo: "Aleluia. Você é meu Salvador, cara. O meu Jesus Cristo pessoal".

    No primeiro filme da série, há mais de dez referências a Neo como o "eleito" ou o "escolhido". No primeiro episódio, Neo morreu, ressuscitou e ascendeu aos céus (isso faz você se lembrar de quem?).

    Matrix tem uma forte analogia com o cristianismo. Existe uma trindade benigna no filme, composta por Trinity ("Trindade", em inglês), Morfeu ("deus dos sonhos" na mitologia grega) e Neo (do grego "novo". Esse é o "escolhido" e um substituto para Jesus Cristo).

    Em Matrix Reloaded, o segundo episódio da série, há uma cena rápida de mais ou menos vinte segundos, quando Neo sai de um elevador na "Cidade de Zion" ("Sião", em inglês) e é abordado por pessoas de várias faixas etárias, muitas com trajes orientais e trazendo oferendas nas mãos. Trinity lhe diz: "Eles precisam de você". Duas mães se aproximam de Neo fazendo alguns pedidos especiais sobre seus filhos. Neo é querido, respeitável e um solucionador de problemas.

    Neo move-se com uma rapidez incrível (mais rápido do que o Super-Homem ou qualquer projétil), salva pessoas prestes a serem mortas, tem uma força incomum, tem capacidade para mover objetos sem tocá-los e, a exemplo de Jesus Cristo, também ressuscitou uma pessoa amada. Pronto: "Neo é o nosso melhor amigo e o nosso salvador", essa é uma das mensagens sutis que a trilogia passa nas suas entrelinhas.

    Porém, a principal mensagem da trilogia é um novo conceito da "verdade". Nessas películas cinematográficas, a "verdade" é que este mundo é apenas uma matrix ilusória. Observe um diálogo entre Morfeu e Neo e veja o que é a "verdade":

    Neo: O que é Matrix?

    Morfeu: Você quer saber o que é Matrix? Matrix está em toda parte [...] é o mundo que acredita ser real para que não perceba a verdade.

    Neo: Que verdade?

    Morfeu: Que você é um escravo, Neo. Como todo mundo, você nasceu em cativeiro. Nasceu em uma prisão que não pode ver, cheirar ou tocar. Uma prisão para a sua mente.

    Quando Neo vai consultar o oráculo, ele encontra um menino em trajes budistas que consegue entortar colheres sem tocá-las. Observe no diálogo o que é a "verdade":

    Menino: Não tente dobrar a colher. Não vai ser possível. Em vez disso, tente apenas perceber a verdade.

    Neo: Que verdade?

    Menino: Que a colher não existe.

    Neo: A colher não existe?

    Menino: Então verá que não é a colher que se dobra, apenas você.

    Para a série Matrix, a "verdade" é que tudo é niilismo e ficamos sem saber quem é o Criador e quem é a criatura.

    O cristianismo

    Cristo é real (Colossenses 2.17). Não existe faz-de-conta e nem ilusão em Cristo Jesus. Digo mais: a realidade de Cristo é dura, cruenta e exigiu derramamento de sangue na cruz para a remissão dos nossos pecados.

    O evangelista João escreveu: Jesus "estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez. A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens" (João 1.2-4).

    Analise bem o que está escrito nessa passagem. Jesus não é apenas o Criador de todas as coisas juntamente com Deus Pai, mas especialmente Jesus é VIDA. Pense bem: sem a vida, só resta a morte. O período compreendido entre o nascimento e a morte, que chamamos de existência, pertence ao Senhor Jesus Cristo. O fato de vivermos, o prazer de termos sinais vitais, é fruto do maravilhoso Jesus. Desculpe a redundância, mas a existência só existe porque Jesus existiu primeiro. Afirmar que Jesus é uma razão para viver é minimizar o Seu senhorio, é pouco. Verdadeiramente, Jesus é a razão para viver. Jesus é o único "show da vida"!

    Analisemos outra passagem bíblica sobre a soberania e o senhorio de Jesus Cristo: "Este é a imagem do Deus invisível, o primogênito de toda a criação; pois, nele, foram criadas todas as coisas, nos céus e sobre a terra, as visíveis e as invisíveis, sejam tronos, sejam soberanias, quer principados, quer potestades. Tudo foi criado por meio dele e para ele. Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste. E ele é a cabeça do corpo, da igreja. Ele é o princípio, o primogênito de entre os mortos, para em todas as coisas ter a primazia, porque aprouve a Deus que, nele, residisse toda a plenitude e que, havendo feito a paz pelo sangue da sua cruz, por meio dele, reconciliasse consigo mesmo todas as coisas, quer sobre a terra, quer nos céus" (Colossenses 1.15-20).

    Pense bem no que Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, está afirmando sobre Jesus Cristo: todas as coisas subsistem por causa de Cristo. Todo o mundo visível e o invisível – ambas as dimensões (a física e a espiritual) existem por causa de Cristo. Os hadrons e quarks subsistem pelo poder dEle. Sem Jesus, todas as coisas cairiam aos pedaços. A vida (o nosso próximo batimento cardíaco e a nossa próxima respiração) está nas mãos do Senhor Jesus Cristo. Jesus é o máximo e detém um poder inigualável. Jesus é o verdadeiro "espetáculo do planeta Terra"!

    Queridos leitores, sem Jesus, restam a filosofia pós-moderna, o hinduísmo, o budismo e a trilogia Matrix para nos "consolar" e esse consolo é baseado em uma ilusão.

    Conclusão

    Quando o indivíduo não conhece o original, o real, o genuíno, o verdadeiro, ele acredita no falso como se fosse o verdadeiro.

    Imagine as pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer pessoalmente a Michelângelo, viram-no pintando e esculpindo obras maravilhosas que ficariam para a posteridade. Ou, até mesmo, pense naqueles que não tiveram a oportunidade de vê-lo pessoalmente, mas estudaram com afinco seus feitos. Agora, suponha que surja alguém lá no Nepal afirmando que possui a verdadeira escultura de "Davi", de Michelângelo, e que aquela exposta no Museu da Galleria dell’Accademia, em Florença, na Itália, é falsa e não passa de um simulacro.

    O que você acha que aconteceria? As pessoas que conhecem bem a escultura verdadeira dificilmente acreditariam na história do "Davi" do Nepal. Pois, uma vez que o indivíduo conhece o real, ele facilmente reconhece que o outro é o falso e o infiel. Porém, se alguém não conhece a única e verdadeira escultura, facilmente será enganado e iludido pela falsa "verdade".

    Jesus é assim, a única verdade! Ele disse: "Eu sou a verdade" (João 14.6) e "a verdade que liberta" (João 8.32).

    A trilogia Matrix e a filosofia pós-moderna, além de fazerem parceria com religiões orientais, são também como Pilatos. O registro em João 18.37-38, quando Jesus dialogava com Pilatos, diz: "Tu dizes que sou rei. Eu para isso nasci e para isso vim ao mundo, a fim de dar testemunho da verdade. Todo aquele que é da verdade ouve a minha voz". Nesse exato momento, Jesus foi interrompido por Pilatos, que Lhe fez uma pergunta que era mais uma tentativa de alfinetá-lO. Nela, Pilatos torna relativa a verdade exclusiva de Jesus com o seu célebre questionamento: "Perguntou-lhe Pilatos: Que é a verdade?". Na seqüência, ele deu as costas a Jesus e se dirigiu à multidão. Pilatos passou batido pela vida, sem reconhecer Jesus como a única Verdade.

    À medida que afrouxamos a doutrina e aceitamos outras verdades além de Jesus Cristo, acabamos caindo no engodo de vãs filosofias humanas. Ficamos à deriva, passando a aceitar e discutir "a minha verdade" e "a sua verdade", e não mais a única Verdade, que é Jesus Cristo. Quando o homem não conhece Jesus, passa a criar outras supostas verdades filosóficas para se adequarem aos seus pontos de vista.

    Dar as costas para a Verdade e ouvir o clamor das massas, dos filósofos e formadores de opinião da época, é o que faziam os crentes da pós-modernista cidade de Corinto. Foi em Corinto que Paulo dissertou sobre a excelência da sabedoria divina sobre a sabedoria humana (veja 1 Coríntios 1.18-31). A recomendação paulina aos coríntios continua vívida para a nossa atual cultura pós-moderna: "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que foi posto, o qual é Jesus Cristo" (1 Coríntios 3.11). Amém! (Dr. Samuel Fernandes Magalhães Costa - http://www.chamada.com.br)

    * Niilismo - Filosofia: Doutrina segundo a qual nada existe de absoluto. Ética: Doutrina segundo a qual não há verdade moral nem hierarquia de valores. Política: Doutrina segunda a qual só será possível o progresso da sociedade após a destruição do que socialmente existe. (Novo Dicionário Aurélio).



    quarta-feira, 21 de abril de 2010

    domingo, 18 de abril de 2010

    Deixar office 2007 original


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    terça-feira, 6 de abril de 2010

    segunda-feira, 8 de março de 2010

    Darwinismo social




    O século XIX foi marcado pelo desenvolvimento do conhecimento científico. A busca por novas tecnologias, alavancada pela Revolução Industrial, fez com que os estudiosos se multiplicassem nas mais variadas áreas do conhecimento. Nessa época, várias academias e associações voltadas para o “progresso da ciência” reconheciam a figura dos cientistas e colocavam os mesmos como importantes agentes de transformação social.

    No ano de 1859, um estudioso chamado Charles Darwin transformou uma longa caminhada de viagens, anotações e análises no livro “A origem das espécies”. Nas páginas daquela obra revolucionária nascia a teoria evolutiva, o mais novo progresso galgado pela ciência da época. Negando as justificativas religiosas vigentes, Darwin apontou que a constituição dos seres vivos é fruto de um longo e ininterrupto processo de transformação e adaptação ao ambiente.

    Polêmicas à parte, Darwin expôs que as espécies se transformavam a partir de uma seleção em que características mais adaptadas a um ambiente se tornavam predominantes. Com isso, os organismos que melhor se adaptavam a um meio poderiam sobreviver através do repasse de tais mudanças aos seus descendentes. Em contrapartida, os seres vivos que não apresentavam as mesmas capacidades acabavam fadados à extinção.

    Com o passar do tempo, observamos que as noções trabalhadas por Darwin acabaram não se restringindo ao campo das ciências biológicas. Pensadores sociais começaram a transferir os conceitos de evolução e adaptação para a compreensão das civilizações e demais práticas sociais. A partir de então o chamado “darwinismo social” nasceu desenvolvendo a ideia de que algumas sociedades e civilizações eram dotadas de valores que as colocavam em condição superior às demais.

    Na prática, essa afirmativa acaba sugerindo que a cultura e a tecnologia dos europeus eram provas vivas de que seus integrantes ocupavam o topo da civilização e da evolução humana. Em contrapartida, povos de outras regiões (como África e Ásia) não compartilhavam das mesmas capacidades e, por tal razão, estariam em uma situação inferior ou mais próxima das sociedades primitivas.

    A divulgação dessas teorias serviu como base de sustentação para que as grandes potências capitalistas promovessem o neocolonialismo no espaço afro-asiático. Em suma, a ocupação desses lugares era colocada como uma benfeitoria, uma oportunidade de tirar aquelas sociedades de seu estado “primitivo”. Por outro, observamos que o darwinismo social acabou inspirando os movimentos nacionalistas, que elaboravam toda uma justificativa capaz de conferir a superioridade de um povo ou nação.

    De fato, o darwinismo social criou métodos de compreensão da cultura impregnados de equívocos e preconceitos. Na verdade, ao falar de evolução, Darwin não trabalhava com uma teoria vinculada ao choque binário entre superioridade e inferioridade. Sendo uma experiência dinâmica, a evolução darwiniana acreditava que as características que determinavam a “superioridade” de uma espécie poderiam não ter serventia alguma em outros ambientes prováveis.

    Com isso, podemos concluir que as sociedades africanas e asiáticas nunca precisaram necessariamente dos valores e invenções oferecidas pelo mundo ocidental. Isso, claro, não significa dizer que o contato entre essas culturas fora desastroso ou marcado apenas por desdobramentos negativos. Entretanto, as imposições da Europa “superior” a esses povos “inferiores” acabaram trilhando uma série de graves problemas de ordem, política, social e econômica.


    Por Rainer Sousa
    Graduado em História
    Equipe Brasil Escola

    segunda-feira, 1 de março de 2010

    Pré Socráticos

    Os pré-socráticos são filósofos que viveram na Grécia Antiga e nas suas colônias.

    Tales de Mileto- (+ ou- 640-548 a. C)

    Anaximandro (+ ou – 610-547 a. C)

    Anaxímenes de Mileto (588-524 A.C.) "Ar"

    Pitágoras (século VI a.C.)


    sábado, 27 de fevereiro de 2010

    CÓDIGO DE DRESDEN

    ERA MAIA

    Diversas civilizações antigas já previam a transição da Terra para uma Nova Era. Em seu livro “As Profecias Maias”, os autores Adrian Gilbert e Maurice Cotterell mostram que o Calendário Sagrado Maia, de 1.366.560 dias, indica um antigo conhecimento do ciclo do Sol e seus efeitos sobre a raça humana. Eles exploram, em sua pesquisa, a lenda do Quetzalcoatl e as idéias dos maias em relação ao ciclo do Sol.

    Os autores demonstram a ligação entre as civilizações pré-colombianas da América Central e do Velho Mundo, em particular a egípcia. Examinando registros arqueológicos, encontraram grandes evidências que ligam as origens da civilização maia com os misterioso continente perdido de Atlântida, o qual teria sido destruído por uma série de catástrofes.

    Eles revelam que o Calendário Maia profetiza o fim de nossa era (segundo os maias “Era do Jaguar” ), no ano de 2012 DC. Isto, segundo Cotterell, ocorrerá com uma repentina reversão do campo magnético da Terra.

    O México é um país misterioso, que guarda muitos segredos. Em 4 de março de 1519, Hernan Cortes, com 11 navios, 600 soldados da infantaria, 16 cavalos e alguma artilharia, desembarcou próximo à costa que seria conhecida como Vera Cruz. Em 13 de agosto de 1521, ele já havia conquistado o Império Astesca, então o mais poderoso estado em todas as Américas. Parte desta conquista estava no erro de identidade. Os astecas e os maias acreditavam que Hernam era um deus chamado Quetzalcoatl, o qual o seu retorno havia sido profetizado.

    A Espanha, por outro lado, estava fascinada e apelava para que ele conquistasse o “Novo Mundo”. Para os espanhóis, as religiões indígenas, com seus sacrifícios humanos em grande escala, eram bárbaras e satânicas. Eles desejam o extermínio total dos indígenas; e os que não sucumbiram em batalhas, doenças ou fome, foram forçados pelos espanhóis a se converterem ao catolicismo.

    Felizmente, nem todos os espanhóis eram simpáticos à ação de Cortes. Alguns poucos, como Bernardino Sahagun, fez amigos entre os nativos e tentou registrar para a posteridade as crenças e idéias deles. Ele descobriu que o centro da filosofia nativa era a crença no ciclo natural do tempo e o temor de que algum dia, o mundo teria fim. Os nativos acreditavam que o Sol, ao qual dedicavam seus sacrifícios, deveria um dia dar-lhes força vital, quando chegasse o fim da quinta e última era dos humanos na Terra.

    A civilização asteca contava os dias de acordo com dois calendários, um com o ano de 365 dias e outro, com 260 dias. Cada dia tinha dois nomes, de acordo com cada calendário. O período de 52 anos, era conhecido como o Século Asteca. No final de cada “século”, eles deixavam suas cidades, subiam ao topo das montanhas, e ansiosamente ficavam a olhar as estrelas, observando a constelação das Plêiades. Os astecas celebravam o nascimento de um novo “século” com regozijo e com o acendimento de fogueiras, significando o renascimento do mundo.

    Muitos documentos dos nativos meso-americanos foram destruídos no período da ocupação espanhola, mas alguns preciosos manuscritos e algumas relíquias foram salvos da destruição, escondidos pelos indígenas ou enviados à Europa para presentear o rei da Espanha. O mais importante destes manuscritos era o Código Dresden (Dresden Code). Este estranho livro, escrito em desconhecidos hieroglifos, foi decodificado em 1880, na Alemanha. Por um extraordinário processo investigativo, foi quebrado o código, tornando-se possível aos pesquisadores e exploradores traduzir muitas inscrições encontradas nas ruínas e antigos artefatos maias.

    Descobriu-se que o Código Dresden foi concebido com conhecimentos astronômicos, apresentando detalhadas tabelas de eclipses da Lua e outros fenômenos. Foi encontrada também a evidência de um mágico número (1.366.560 dias), o qual poderia ser fatorizado nos dois ciclos anuais usados pelos maias, o sagrado calendário tzolkin de 260 dias; e o outro, o Haab, de 365 dias. Também descobriram que os maias tinham outro sistema de contagem de dias chamado de “Nascimento de Vênus”. Este calendário era dividido em meses (uinals) de 20 dias; e anos (tuns) de 360 dias; e longos períodos de 7.200 dias (katun) e de 144.000 dias (baktun). O número 13 era magicamente importante para eles, que acreditavam que, com o nascimento de Vênus, após 13 longos períodos (baktun), o mundo chegaria ao fim. Pesquisando esta data referencial, as profecias maias indicam a data de 22 de dezembro 2012 como o fim do mundo.

    Em 1986, Maurice Cotterell expôs uma revolucionária teoria, concernente a astrologia e aos ciclos solares. Ele suspeitou que a variação dos campos magnéticos do Sol traz conseqüências à vida na Terra. O Sol tem um complexo campo de giros e balanços em sua própria órbita. Há a suspeita de que estes giros aumentam as manchas solares. O número, tamanho e localização destas manchas constantemente se modificam, promovendo efeitos no campo magnético da Terra. Trabalhando no Instituto de Tecnologia de Cranfield, Cotterel desenvolveu um programa que processou as observações dos campos magnéticos da Terra e do Sol. Ele chegou a gráficos que mostram ciclos de 1.366.560 dias, o mesmo número de dias previsto no Código Dresden. Mais recentemente, em seu trabalho denominado Astrogenetics, ele mostra que fertilidade humana tem relação com as manchas solares, e que o Calendário Maia não foi elaborado arbitrariamente, mas baseado nos efeitos das manchas solares.

    Cotterell encontrou em 1994, Adrian Gilbert, autor de um livro sobre as pirâmides egípcas, denominado The Orion Mystery. Gilbert, como Cotterel, estiveram no México e ficaram fascinados quando descobriram algumas semelhanças culturais entre a civilização Maias e a antiga civilização egípcia, embora as duas estivessem separadas por milhares de anos no tempo. Enquanto os egípcios estudavam os movimentos de Hyades, Orion e da estrela Sirius, os mais estavam maias interessados na constelação das Plêiades.

    Os maias, como os astecas, acreditavam ter existido quatro eras antes da sua própria. Gilbert reporta a primeira destas à Atlântida e investigou certas profecias, concluindo que as mesmas relatam a história daquela fantástica civilização desaparecida.


    Os maias acreditavam que a humanidade seria conduzida a uma dimensão mais alta no período de tempo que atravessamos. Eles denominavam o fim do ciclo de seu calendário, como o Fim dos Tempos. O fim do Calendário Maia tem sido previsto para o período entre dezembro de 2011, 2012 ou 2013, mas quando estas datas são correlacionadas ao nosso Calendário Gregoriano, o fim poderá ser em torno do ano 2000. Há também correlação com o alinhamento da Terra ao Centro da Galáxia, o que seria o ponto final do Calendário Maia, muito conhecido por ser baseado nos ciclos galáticos.

    A convergência deste fatores com a possibilidade de mudança dimensional poderá ocorrer entre julho de 1999 e 5 de maio do ano 2000. Isto porque o núcleo da Via Láctea está agora entrando numa fase cíclica explosiva. Poderosas descargas explosivas ocorrem a cada 10 mil anos ou mais. A última ocorreu em 9.500 AC. Astrofísicos têm observado eventos cíclicos cósmicos no momento. De acordo com La Viollete, assim como muitos outros, “duas super ondas de energia podem estar vindo rapidamente em nossa direção, proveniente do núcleo da Via Láctea”. O satélite Ulisses detectou recentemente nuvens de poeira interestrelar entrando em nosso sistema solar, vindo do centro da galáxia. Como as tempestades solares têm aumentado e devem atingir o seu pico no ano 2000, podemos esperar o aumento de mudanças severas no clima, terremotos e vulcões em nosso planeta. Há ligação direta entre as tempestades solares e o clima na Terra. Podemos aguardar realmente o seu aumento do ano 2000 em diante.

    Os astrônomos nos dizem que além de 5 de maio de 2000 muitos dos planetas de nosso sistema solar estarão em perfeito e impressionante alinhamento, o que só ocorre, segundo as estimativas, a cada meio milhão de anos. A combinação do efeito gravitacional e o campo magnético destes planetas causará pressão sobre cada um deles e, desta forma, um significativo das atividades sísmicas e vulcânicas na Terra. Isso também será estimulado pelas tempestades solares. O sismologista Vadim Anfilloff confirma que os movimentos sísmicos de contração estão relacionados ao aumento da pressão interna do núcleo da Terra.

    Os cientistas predizem que o próximo ciclo solar será o maior já registrado em toda a história. Mesmo levando-se em conta que o ciclo do Sol não se dará até o ano 2000, já se produziu uma ejeção de enormes coroas de massas solares, jamais registradas. O cientistas estão na expectativa que ocorra a Tempestade Solar do Milênio, possivelmente em torno do ano 2000, o que deve interferir nas bússolas, nos sistemas de rádio, televisão, telefonia, computadores e satélites de comunicação. Linhas de transmissão de energia e sistema de radares também serão afetados.

    O pesquisador Stan Deyo relata que em 1991 uma camada exterior da coroa solar desapareceu e o Sol começou a sofrer uma diferente variação em seu espectro de emissões. Devido a estas dramáticas e inesperadas mudanças, os governos do mundo lançaram recentemente um grande número de sondas solares, como parte do Programa de Exploração Solar-Terrestre (ISTP).

    O livro “Terra sob Fogo”, de La Viollet, registra a ocorrência antigos eventos numa evidência geológica, a partir do estudo do núcleo das placas de gelo provenientes da Groelândia e da Islândia. Segundo o autor, o que os cientistas encontraram foi a evidência física da mudança da crosta terrestre, do aumento da temperatura e da concentração de poeira radioativa cósmica em nosso planeta; e da possível mudança dos pólos da Terra ocorridos há 9 500 anos AC. Viollet acredita que explosões no núcleo da galáxia afetaram nosso Sol, induzindo o aumento das tempestades solares que afetaram a Terra. Há a possibilidade deste eventos ocorrem novamente.

    O pesquisador Nick Fiorenzas assinala que a Terra e o Sol estarão alinhados com o núcleo da Via Láctea possivelmente entre 1999 e 2000. A linha do equador da Terra, elíptica, se alinhará com a elipse do Sol, ao mesmo tempo que ambas estão alinhadas com o núcleo da galáxia. Este alinhamento ocorreu somente quatro vezes durante o ciclo do equinócio. A última configuração similar a esta foi em 9500 AC. Ele acredita que haverá grandes mudanças na Terra, como à época do desaparecimento da Atlântida e do Grande Dilúvio Universal, mas dessa vez, com a possibilidade de mudança dimensional.

    Cientistas têm detectado uma massa de energia no núcleo de nossa galáxia. Eles teorizam que esta massa é um portal interdimensional, por onde energias de altas dimensões estarão atravessando e se espalhando por toda Via Láctea. Eles também postulam que todas as galáxias possuem a mesma massa de energia. Em 1992, uma nova freqüência de energia foi detectada, proveniente do núcleo de todas as galáxias conhecidas.

    No seu livro “Acordando no Ponto Zero”, Gregg Braden descreve muitas das mudanças ocorridas na Terra e como elas nos afetaram em nosso dia-a-dia. O campo magnético da Terra está diminuindo devido a desaceleração da rotação de nosso planeta. Assim, estamos experimentando a intensificação das nossas emoções e o aumento de nossa dificuldade em lembrarmos de fatos, porque nosso corpo emocional e nossa memória estão associados ao campo magnético da Terra. Braden também reafirma a teoria da “Ressonância de Freqüência de Schulman”, e que ela está aumentando e, por isso, temos a impressão de que o tempo está passando mais rápido. Isso também tende a nos trazer profundas questões emocionais, criando freqüentemente conflitos em nossas relações interpessoais.