quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

Os Sofistas


SOFISTAS
NOVA FASE FILOSÓFICA
– pelo caracterizada pelo interesse no próprio homem e nas relações políticas do homem com a sociedade. Eram professores viajantes que por determinado preço vendiam ensinamentos práticos de filosofia. Eloqüência e sagacidade mental, habilidade retórica. O mundo grego passava por uma época de Lutas e conflitos nas assembléias democráticas assim , os sofistas entram em cena e os cidadãos mais ambiciosos sentiam a necessidade da arte de argumentar em publico e assim esses os ensinavam.
Termo sofista significa “sábio”, mas desde de Platão se considera que a sofistica é uma atitude viciosa do espírito, arte de manipular raciocínios de produzir o falso, de iludir os ouvintes, sem amor a verdade.
Protágoras de Abdera: o homem como medida
Ensinou por muito tempo em Atenas, tendo como principio básico de sua doutrina a idéia de que o homem é a medida de tudo que existe. Todas as , coisas são relativas aos homem, isto é, o mundo é o que o homem constrói e destrói. Por isso não haveria verdades absolutas. A verdade seria relativa a determinada pessoa, grupo ou cultura.
Górgias de Leontini: o grande Orador
Aprofundou o subjetivismo relativista de Protágoras a ponto de defender o ceticismo absoluto.
Afirma que:
a) nada existe;
b) se existisse, não poderia ser conhecido;
c) mesmo que fosse conhecido, não poderia ser comunicado a ninguém.

Do Mito ao surgimento da Filosofia

Modelo geral seguido pelas cosmogonias dos primeiros filósofos:

1) no começo há o Caos, isto é, um estado de indeterminação ou de indistinção em que nada aparece (vazio primordial);
2) dessa unidade primordial vão surgindo, por segregação e separação, pares de opostos – quente-frio, seco-umido - que diferenciarão as quatro regiões principais do mundo ordenado (cosmos), isto é, o céu de fogo, o ar frio, a terra seca e o mar úmido;
3) os opostos começaram a se reunir, a se mesclar, a se combinar, mas, em cada caso, um deles é mais forte que os outros e triunfa sobre eles, sendo o elemento predominante da combinação realizada; desta combinação e mescla nascem todas as coisas, que seguem um ciclo de repetição interminável.

A filosofia nascente

A pergunta feita pelas cosmogonias é sempre a mesma: como do caos surgiu o mundo ordenado (cosmos)? As cosmogonias respondem a essa pergunta fazendo uma genealogia dos seres, isto é, por meio da personificação dos elementos ( água, ar, terra, fogo) e de relações sexuais entre eles explicam a origem de todas as coisas e a ordem do mundo.
Que os fazem os primeiros filósofos? Não fazem cosmogonias e sim cosmologias.
Era próprio dos mitos afirmar um processo (cosmogônico) de geração e de diferenciação dos seres, fosse pela própria força interna do principio gerador, fosse pela intervenção de forças externas, fosse pela luta entre forças opostas. A idéia desse processo é mantida pela cosmologia, mas o principio ou os princípios geradores e diferenciadores dos seres não são personalizados (não são deuses, titãs, “pessoas”) e sim forças impessoais, naturais ( a água ou o úmido, a terra ou o seco, o fogo ou o quente, o ar ou o frio).

Doutrina do Destino Manifesto



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.

Esta pintura (cerca 1872) de John Gast chamada Progresso Americano é uma representação alegórica do Destino Manifesto. Na cena, uma mulher angelical, algumas vezes identificada como Colúmbia, (uma personificação dos Estados Unidos do século XIX) carregando a luz da "civilização" juntamente a colonizadores americanos, prendendo cabos telégrafo por onde passa. Há também Índios Americanos e animais selvagens do oeste "oficialmente" sendo afugentados pela personagem.
O Destino Manifesto é o pensamento que expressa a crença de que o povo dos Estados Unidos é eleito por Deus para comandar o mundo, e por isso o expansionismo americano é apenas o cumprimento da vontade Divina. Os defensores do Destino Manifesto acreditaram que expansão não só era boa, mas também era óbvia ("manifesto") e inevitável ("destino"). Originalmente uma frase de propaganda política do século XIX, o Destino Manifesto se tornou um termo histórico padrão, freqüentemente usado como um sinônimo para a expansão territorial dos Estados Unidos pelo Norte da América e pelo Oceano Pacífico
As doutrinas do Destino Manifesto foram usadas explicitamente pelo governo e pela mídia norte-americana durante a década de 1840, até a compra de Gasden (sendo também inclusa a compra do Alasca por alguns historiadores), como justificativa do expansionismo norte-americano na América do Norte. O uso formal destas doutrinas deixou de ser usada oficialmente desde a década de 1850 até o final da década de 1880, quando foi então revivida, e passou a ser usada novamente por políticos norte-americanos como uma justificativa para o expansionismo norte-americano fora das Américas. Após isto, o uso da ideologia do Destino Manifesto deixou de ser utilizada explicitamente pela mídia e por políticos em geral, embora alguns especialistas acreditem que certas doutrinas do Destino Manifesto tenham, desde então, influenciado muito as ideologias e doutrinas imperialistas norte-americanas até os dias atuais [1].
O presidente James Buchanan, no discurso de sua posse em 1857 deixou bem claro a determinação do domínio norte-americano:
• "A expansão dos Estados Unidos sobre o continente americano, desde o Ártico até a América do Sul, é o destino de nossa raça (...) e nada pode detê-la".
Em 2004 o general Colin Powell, secretário de Estado do governo Bush, reforçou num de seus discursos a mesma determinação:
• "O nosso objetivo com a Alca é garantir para as empresas norte-americanas o controle de um território que vai do Pólo Ártico até a Antártida"[2], ecoando assim um velho sonho de Percival Farquhar:
• "Percival Farquhar e Dr. F. S. Pearson pretendem consolidar as ferrovias lá (na América Latina) num grande sistema transcontinental do Canadá ao Cabo Horn"

3 Série - História

3 Série - Filosofia

2 Série - Filosofia

1 Série - Filosofia

Materias de Filosofia
Ensino Médio

domingo, 25 de outubro de 2009

Genealogia dos deuses




Os deuses primordiais — ou da 1ª geração — eram entidades que haviam gerado o mundo. Representavam as mais primitivas e poderosas forças da natureza, como por exemplo o relâmpago, e também todos os impulsos básicos da vida, como a morte e o inflexível estino.

Os titãs, representantes típicos da 2ª geração, que descendendia da primeira, transmitia ainda uma visão agitada e indomada da natureza. Havia já deuses de aparência semelhante à humana, mas predominavam divindades poderosas, monstruosas e aparentemente incontroláveis.

Mais tarde, com o desaparecimento da potência criadora e selvagem das duas primeiras gerações, as antigas divindades e as novas acomodaram-se, cada uma em seu domínio. Na época da 3ª geração, a dos "deuses olímpicos", os deuses adquiriram forma totalmente humana e o mundo assumiu, finalmente, o aspecto atual.

Segundo as tradições gregas, porém, pouco tempo antes do mundo atual, os deuses interagiam constantemente com os mortais, e a terra ainda estava cheia assustadores. Os filhos dos deuses olímpicos constituem, de certa forma, a quarta e última geração divina.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

Atividade sobre Etica Global 3 C EE AMARAL


"Estamos diante de um momento crítico na história da Terra, numa época em que a humanidade deve escolher o seu futuro. À medida que o mundo torna-se cada vez mais interdependente e frágil, o futuro enfrenta, ao mesmo tempo, grandes perigos e grandes promessas. Para seguir adiante, devemos reconhecer que no meio da uma magnífica diversidade de culturas e formas de vida, somos uma família humana e uma comunidade terrestre com um destino comum. Devemos somar forças para gerar uma sociedade sustentável global baseada no respeito pela natureza, nos direitos humanos universais, na justiça econômica e numa cultura da paz. Para chegar a este propósito, é imperativo que, nós, os povos da Terra, declaremos nossa responsabilidade uns para com os outros, com a grande comunidade da vida, e com as futuras gerações".


Que momento critico e esse? Voce sente que pode escolher o seu futuro? Voce esta disposto (a) a somar forcas com o resto da humanidade? Como? Voce acredita nos principios propostos pela Carta da Terra? Por que?

Vamos fazer uma reflexao que nos leve a pensar, precisamos dar a nossa opiniao, apresentar a sociedade nossas proposta para um mundo melhor.



Carta da terra Principios gerais


Princípios

No dia 3 de novembro de 1999 foi aprovada a proposta latino-americana para a Carta da Terra.
Os princípios básicos da carta estabelecem justiça; democracia; respeito à diversidade (biológica e cultural); solidariedade; eqüidade; honestidade; paz; conservação do patrimônio natural, cultural e histórico; prevenção a impactos ambientais; e amor como condições indispensáveis para o desenvolvimento sustentável.

I. PRINCÍPIOS GERAIS

  1. Respeitar a Terra e a vida.
  2. Cuidar a comunidade da vida em toda sua diversidade.
  3. Esforçar-se por edificar sociedades livres, justas, participativas, sustentáveis e pacíficas.
  4. Garantir a abundância a beleza da Terra para as gerações atuais e futuras

II. INTEGRIDADE ECOLÓGICA
5.Proteger e restaurar a integridade dos sistemas ecológicos da Terra, com especial preocupação pela diversidade biológica e pelos processos naturais que sustentam e renovam a vida
6. Prevenir o dano ao ambiente, como o melhor método de proteção ecológica e, quando o conhecimento for limitado, tomar a senda da prudência.
7. Tratar todos os seres vivos com compaixão e protegê-los de crueldade e de destruição desnecessária.

III. UMA ORDEM ECONÔMICA JUSTA E SUSTENTÁVEL
8. Adotar padrões de consumo, produção e reprodução que respeitem e protejam as capacidades regenerativas da Terra, os direitos humanos e o bem-estar comunitário.
9. Garantir que as atividades econômicas apóiem e promovam o desenvolvimento humano de forma eqüitativa e sustentável.
10. Erradicar a pobreza como um imperativo ético, social, econômico e ecológico.
11. Honrar e defender o direito de toda pessoa, sem discriminação, a um ambiente que favoreça sua dignidade, saúde corporal e bem-estar espiritual.
12. Impulsionar em nível mundial o estudo cooperativo dos sistemas ecológicos, a disseminação e aplicação do conhecimento e o desenvolvimento, adoção e transferência de tecnologias limpas.

IV. DEMOCRACIA E PAZ
13. Estabelecer o acesso à informação, à participação inclusiva na tomada de decisões e à transparência, credibilidade e responsabilidade no exercício do governo.
14. Afirmar e promover a igualdade de gênero como pré-requisito do desenvolvimento sustentável.
15. Fazer do conhecimento, valores e habilidades necessárias para forjar comunidades justas e disponíveis para que sejam parte integral da educação formal e da aprendizagem ao longo da vida para todos.
16. Criar uma cultura de paz e cooperação.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Racismo e Preconceito



Dentro do conceito de racismo encontramos algo que chamamos preconceito, para tal vamos observar a dinâmica filosófica do estereótipo, do tipo "todos os alemães são prepotentes", "todos os americanos são arrogantes", "todos os ingleses são frios", "todos os baianos são preguiçosos", "todos os paulistas são metidos", etc. Fica assim evidente que, pela superficialidade ou pela estereotipia, o preconceito é um erro.

O tipo de preconceito mais freqüente em nosso país é o racial. O racismo no Brasil fica mais evidente quando o brasileiro identifica o negro com seu papel social.

O problema do racismo brasileiro é antigo. Tem início por volta do final do primeiro século de colonização, quando os portugueses constataram a impossibilidade de escravizar os índios. O negro, então, foi trazido à força para o país, para servir de escravo nas plantações de cana de açúcar. Independentemente da miscigenação, o negro e os mestiços sempre foram discriminados socialmente no Brasil.

A própria legislação brasileira, durante quase 500 anos, estimulou a discriminação e o preconceito. Nem após a abolição da escravatura e a proclamação da República, o negro deixou de ser discriminado. Só em 1988, com a promulgação da Constituição que está em vigor (art. 5º - inciso XLII), a prática do racismo passou a ser considerada um crime inafiançável e imprescritível.

Nazismo: um regime político racista

O Nazismo ou Nacional-Socialismo foi uma doutrina que exacerbava as tendências nacionalistas e racistas e que constituiu a ideologia política da Alemanha, durante a ditadura de Adolf Hitler (1939-1945). O pensamento nazista apregoava a superioridade cultural e racial dos alemães, que estariam vocacionados a impor-se sobre os outros povos da Europa. Elegeu como seus inimigos ideológicos o liberalismo e o comunismo, que estariam corrompendo as nações européias e pelos quais seriam os responsáveis o povo judeu.

Considerados como uma raça inferior, além de inimigos do regime, os judeus foram inicialmente discriminados e, depois, violentamente perseguidos. Não só na Alemanha mas em todos os países que foram dominados pelo nazismo, a partir de 1939, os judeus tinham seus bens confiscados pelo Estado e eram confinados em guetos. Com o início da guerra, passaram a ser utilizados como escravos. O ápice do projeto nazista para os judeus, entretanto, era a chamada "solução final", ou seja, o extermínio de todos os judeus europeus. Estima-se que seis milhões de judeus tenham sido massacrados pelo nazismo.

Vale, porém, lembrar que o furor do preconceito nazista não se restringiu aos judeus. Outros povos também foram perseguidos, como os ciganos, ou considerados inferiores, como os eslavos. O nazismo também perseguiu e confinou os homossexuais e chegou a instituir um programa de eliminação dos deficientes mentais da Alemanha.

a) Preconceito quanto à classe social:

É a tendência a considerar o "pobre" como um ser humano inferior, em função de sua pobreza, para prevalecer-se dele. A diferença social não pode ser transposta para o plano intelectual ou moral. Neste último, em especial, todos os homens desfrutam e devem desfrutar de uma mesma dignidade.

b) Preconceito quanto à orientação sexual:

É cada vez mais reconhecido, inclusive no aspecto legal, o direito de o indivíduo se relacionar sexual e afetivamente com outro(s) indivíduo(s) do mesmo sexo. A escolha sexual não interfere no caráter e não é obstáculo ao desenvolvimento de qualquer atividade. A homossexualidade (homo = igual), porém, ainda é muito discriminada no Brasil, o que é um resquício da sociedade patriarcal e machista que o país foi até cerca de 40 anos atrás.

c) Preconceito quanto à nacionalidade:

Entre nós, brasileiros, é freqüente tachar os portugueses de burros. Isso também é um vestígio do passado colonial: uma forma de nos vingarmos do povo que naquela época mandava em nosso país. Em São Paulo, no começo do século 20, devido à imigração, havia preconceito contra os italianos, chamados pejorativamente de "carcamanos". Na Argentina, há décadas atrás, os brasileiros eram chamados de "macaquitos", por supostamente imitarem as modas vindas dos Estados Unidos.

d) Preconceito contra deficientes:

Há uma grande diferença entre deficiência e incapacidade. No entanto, não é incomum que os deficientes sejam discriminados, particularmente em termos profissionais. Recentemente, o governo brasileiro tem desenvolvido políticas que visam a integrar o deficiente à sociedade e coibir a discriminação.

Xenofobia é comumente associado a aversão a outras raças e culturas. É também associado à fobia em relação a pessoas ou grupos diferentes, com os quais o indivíduo que apresenta a fobia habitualmente não entra em contato e evita.

Por esta razão Xenofobia tende normalmente a ser visto como a causa de preconceitos. Por exemplo, defensores do termo Homofobia acreditam que todo preconceito a Homossexuais provém de medo irracional (fobia).

Porém isto não é totalmente verdade. Xenofobia pode realmente causar aversões que levam a preconceitos raciais ou de grupos. Contudo nem todo preconceito provém de fobia. Preconceito pode provir de outras causas. Estereótipos pejorativos de grupos minoritários por exemplo, podem levar um indivíduo a ter uma idéia errada de outro grupo podendo ultimamente levá-lo ao ódio. (Não por medo, mas por desinformação. Exemplos: de que asiático é sujo, que muçulmano é violento, que negro é menos inteligente, etc...). Outra causa pode provir de ideais e conceitos preconceituosos, em que a causa não é fobia, mas conflitos de crenças. Esta causa é similar a anterior, porém é gerada por conflito de conceitos, não desinformação. Por exemplo, um grupo machista odiando homossexuais (por contrastar com sua forma de vida), religião pregando contra outras religiões (por conflito de conceitos), ideais políticos como o arianismo nazista etc..

Atividade

1. Cite três diferenças reais que os racistas veem suas vitimas;

2. Cite tres diferenças imaginarias que os racistas atribuem a suas vitimas;

3. Você consegue identificar o racismo sem o uso da linguagem falada?

4. Na sua familia ou com seus amigos, já aconteceu alguma forma racista?

5. Você conhece algum caso de racismo em empresas ou locais públicos?

6. Explique a xenofobia



Sociologia - A Mão invisível



Origem: Wikipédia. Introdução a Sociologia – Nelson Dacio Tomazi. http://www.geocities.com/athens/4539/adamsmith.html

Dando prosseguimento a ordem de estudos apresentadas, vamos dar um salto e entender o que é a teoria da mão invisível, pois se falamos sobre a bolsa de valores e seu funcionamento, tanto em ordem administrativa quanto em ordem prática, percebemos que por trás das idéias atuais de mercado existe uma outra ordem que rege as nações capitalistas, que veremos agora:

Mão invisível foi um termo introduzido por Adam Smith em "A Riqueza das nações" na qual ele afirma existir uma lógica interna, uma razão própria, na produção das mercadorias. Haveria um ordenamneto perfeito, quase natural, no funcionamento das atividades econômicas. Em linhas gerais é assim: uma mercadoria só seria produzida se existisse uma necessidade para o seu consumo, ou seja, o consumidor é a peça-chave para a ocorrência dessa relação. O mercado de compra e venda de mercadorias regula a atividade produtiva.

Monopólios - Adam Smith viu na formação de monopólios, ou seja, a concentração de poder do mercado nas mãos de poucos produtores (no extremo apenas um) apoiados por um Estado intervencionista, como um dos perigos ao funcionamento da economia de mercado. O monopólio é uma situação em que há uma concorrência imperfeita, onde uma empresa possui vantagens suficientes que a permite controlar os preços de certos produtos ou serviços.

Entre as causas do monopólio podemos citar as características particulares de cada mercado e a falta de regulamentação governamental. Quando em um mercado não existe concorrência ou há apenas um fornecedor, o monopolista estabelece o preço que lhe dá maior lucro tendo em vista a relação entre custo e produção. O Estado pode intervir no sentido de diminuir a criação de monopólios através de políticas antitrustes e regulação desses mercados. Sendo assim, a omissão do Estado também pode gerar a formação do monopólio.

Tendo essa idéia inicial, um empresário quando resolve, por exemplo, investir numa fábrica no nordeste, ele até pode ter subsídios do governo, mas será a oportunidade de LUCRO que o moverá e com isso trará também benefícios a outros como por exemplo os trabalhadores, comércio e outros setores da economia,isto seria uma forma da mão invisível agir no livre mercado.

Para a burguesia iluminista, a sociedade se civilizaria ao incorporar os valores que defendiam especialmente a liberdade de mercado. Um mercado livre garantiria igualdade a todos, sendo seus atores compradores e vendedores ao mesmo tempo. Todos comprariam e venderiam alguma mercadoria, não obstante as gritantes diferenças sociais: a burguesia como classe social proprietária dos meios de produção, de um lado, os trabalhadores proprietários da sua força de trabalho, de outro.

Adam Smith acreditava, como muitos filósofos da época, que a natureza é o melhor guia do homem. Deus (a "Providência") dispôs as coisas de tal forma que, se os homens e as mulheres forem deixados livres para buscar seus próprios e legítimos interesses, eles vão naturalmente agir favorecendo o melhor para a sociedade. Quer tenham ou não intenção -- e a maioria não tem -- as pessoas se ajudam umas às outras, buscando ajudar a si mesmas. Mesmo o mais ganancioso dos motivos leva freqüentemente aos mais favoráveis resultados para todos. Esse é o trabalho da "mão invisível" da Providência. [...]


Responda as seguintes questões

1 - O que é a Mão Invisível? Explique usando as suas palavras.

2 - Explique o que é o monopólio.

3 - Qual a relação que você consegue identificar entre corporativismo, e a mão invisível?

4 - O lucro das empresas depende apenas da livre concorrência ou tem que haver uma providencia para que isso aconteça?

5 - A bolsa de valores pode influenciar na dinâmica da mão invisível? Como?

6 - Seguinte os princípios da ordem mundial, a economia pode mudar uma sociedade, ou ainda precisa surgir uma revolução na sociedade para que todos possam garantir seus direitos, seja no trabalho, na vida civil, dentro de uma empresa...como ver isso nos dias de hoje?

domingo, 18 de outubro de 2009

As Fontes alternativas de energias


UMA META PARA O FUTURO

Na maioria dos países do mundo, o modelo energético, é baseado no consumo de combustíveis fósseis, ou seja, petróleo, gás natural e carvão. O principal problema deste modelo, é que os recursos não são renováveis, além de ocasionarem muitos danos ao meio ambiente, como a poluição atmosférica, causadora do efeito estufa.

A dependência de consumo de combustíveis fósseis para a produção de energia certamente afeta a vida na terra e compromete a qualidade ambiental, e continuará sendo desse jeito. Sendo assim, é necessário que o trabalho científico e tecnológico do mundo atual sejam dirigidos para produzir outros tipos de energia (que sejam menos poluidoras e que causem menos impactos ambientais, diferente do petróleo), as chamadas energias alternativas.

No Brasil (diferentemente da maioria dos países), a produção de energia é feita principalmente através de hidrelétricas, ou seja, de energia hidráulica pois o país dispõe de grandes bacias hidrográficas. A energia produzida através de hidrelétricas é considerada limpa e renovável, ao contrário daquelas derivadas dos combustíveis de petróleo.

Sabendo do que foi falado nos parágrafos acima, Quais são os diferentes tipos de energia? Como funcionam? Qual é a próxima fonte de energia quando se acabar o petróleo? Qual é a grande luta para existirem as energias alternativas?

A energia alternativa (ao petróleo) é uma forma de produzir energia elétrica, causando menos problemas à sociedade atual, ao meio ambiente e, menos poluição.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

O medo e a ganância nas Bolsas.

04 Novembro 2008

Existe um adágio em Wall Street que diz que os mercados financeiros são conduzidos por apenas duas emoções: medo e ganância.
Ceder a estas emoções produz quase sempre um profundo efeito prejudicial. Este prejuízo poderá circunscrever-se à carteira de investimentos de um investidor ou, em determinados momentos, tomar conta do mercado no seu todo.
Acreditamos que, a partir de um determinado momento, o medo tomou igualmente conta das operações nos mercados ao longo das últimas semanas.

Compreender a influência destas emoções na evolução dos mercados bolsistas e desenvolver os respectivos mecanismos de defesa, assume uma importância tão grande como o desenvolvimento de uma boa estratégia de investimento.

Muitos de nós, pelo menos num determinado momento, desejamos alcançar tanta riqueza quanto possível na mais curta fracção de tempo. Esta mentalidade “torne-se rico num minuto” conduz quase sempre a maus resultados. Os investidores esquecem muitas vezes que o mundo ideal das elevadas rentabilidades sem risco, não existe.
O crescimento da Internet no final da década de 90 apresenta-nos um bom exemplo de uma circunstância em que a “irracionalidade exuberante” assumiu o comando. Na altura, aparentava que tudo aquilo que era necessário fazer seria seleccionar qualquer investimento com o sufixo “.com”. A grande dificuldade nestes momentos parecia residir em seleccionar as acções das empresas que subiam mais, uma vez que, em escalas diferentes, todas subiam. O investimento em acções de empresas (muitas delas start-ups) do sector de Internet (sector desconhecido para a esmagadora maioria dos investidores), alcançou uma cadência doentia. Os investidores entraram numa “espiral de ganância”, provocando uma sobrevalorização muito exagerada nos preços destes activos, situação que conduziu à formação daquilo que vulgarmente se designa de “bolha especulativa”.
O desfecho desta situação é conhecido. A bolha especulativa rebentou em meados de 2000 e manteve os principais benchmarks deprimidos durante cerca de 2 anos.

Da mesma forma, o medo, uma sensação desagradável, por vezes forte, de antecipação ou consciência do perigo, produz igualmente fortes impactos nos mercados financeiros. Quando as acções ou os índices registam elevadas perdas num determinado período de tempo (tendencialmente curto), os investidores e o mercado tomados pelo receio de incorrer em perdas adicionais, sentem um apelo quase irresistível para vender os seus activos. Ser demasiado medroso pode ser tão prejudicial quanto ser excessivamente ganancioso.
Do mesmo modo que a ganância dominou o mercado durante a formação da bolha especulativa “.com”, o mesmo pode ser dito da prolongada prevalência do “estado de medo” que se lhe seguiu. Nestes momentos, os investidores tendem a “vender primeiro e analisar depois”. Vendem de forma indiscriminada, bons e maus activos. Querem, a qualquer preço, ver-se livres da má sensação, que começa a ser física, que se apoderou do seu espírito e corpo. Nestes momentos, os investidores agem quase como se “não existisse amanhã”.

Quando este estado de pânico se instala, estamos perante um indicador quase infalível de uma excelente oportunidade de investimento. Outro indicador interessante, mas menos infalível, resulta da atenção que nestes momentos é dada aos mercados bolsistas pelos telejornais e principais meios de comunicação generalistas. Quando o jornal da noite abre com a notícia da queda das bolsas, estaremos muitas vezes perante uma oportunidade de compra.

Warren Buffett diz a este propósito que uma simples regra determina as suas decisões de investimento: “Sê medroso quando a maioria é gananciosa; e sê ganancioso quando a mesma maioria se tornou medrosa”. Num artigo recente por si assinado numa coluna do New York Times, Buffett recomendou o investimento em acções americanas, em obediência precisamente a este princípio de investimento.

Buffett sabe que as principais oportunidades de investimento surgem nos períodos de maior incerteza

Corporativismo feudal, moderno e contemporâneo

Corporativismo


Renato Cancian*
Especial para a Página 3 Pedagogia & Comunicação
O termo corporativismo tem diferentes significados, dependendo do período histórico estudado. Se considerarmos a Idade Média, o corporativismo descrevia a forma como a sociedade daquele período passou a se organizar social e economicamente, a partir do século 12.

As chamadas "corporações de ofício" eram associações tipicamente urbanas, integradas por grupos de artesãos que se dedicavam a um mesmo tipo de atividade produtiva. Por meio das corporações de ofício os preços, a qualidade, a quantidade de mercadorias produzidas e até a margem de lucro obtido com as vendas eram determinados no âmbito dessas entidades.

O trabalho artesanal assim regulamentado eliminava quase que por completo a concorrência e a competição econômica entre aqueles que desempenhavam uma mesma atividade produtiva (ofício), devido ao controle sobre tudo o que era produzido e vendido em determinada região.

Corporações de ofício e coesão social no feudalismo

Outra importante característica das corporações de ofício era a forma como eram estabelecidas as relações de trabalho. Rígidos códigos disciplinares permeavam as relações entre mestres, jornaleiros e aprendizes.

Os mestres eram donos da oficina, ou seja, eram proprietários dos meios de produção (ferramentas e matérias-primas). Os aprendizes se subordinavam aos mestres, que lhes forneciam os meios materiais e o conhecimento necessário para uma boa formação profissional (as vocações). Na fase avançada do aprendizado, os jovens aprendizes se transformavam em jornaleiros, para depois alcançarem o status de mestres.

De modo geral, as corporações de ofício da Idade Média expressavam a sociabilidade e a coesão social características dos costumes e da tradição medieval. O advento do modo de produção capitalista ocasionou a completa destruição das corporações de ofício.

Corporativismo no início do século20

Na passagem do século 19 para o século 20, o termo corporativismo ganhou novo significado e serviu para designar uma doutrina política que preconizava a organização da sociedade a partir da criação de associações (ou corporações), com o objetivo de canalizar e expressar interesses econômicos e profissionais de seus membros.

Buscava-se por esse meio eliminar, ou pelo menos controlar ou até mesmo amenizar, o conflito e as contradições inerentes ao capitalismo industrial, tendo como objetivo principal afastar o risco de ruptura da ordem social devido ao acirramento da luta de classes.

Os pressupostos ideológicos que permearam o corporativismo moderno tinham, portanto, raízes medievais no que se refere ao princípio norteador de regulamentação das atividades econômicas e produtivas de modo a assegurar a harmonia e a coesão social.

Controle repressivo da sociedade

O corporativismo se transformou rapidamente em uma poderosa ideologia de extrema-direita e antidemocrática, perdendo por completo sua face "romântica" ao se converter em um mecanismo de subordinação e controle repressivo da sociedade (principalmente das organizações sindicais e dos trabalhadores em geral) pelo Estado.

Na Europa, os regimes fascistas da Itália (liderado por Mussolini) e da Espanha (liderado por Franco) foram os principais veiculadores da ideologia do corporativismo. No Brasil, o corporativismo foi institucionalizado no âmbito do governo de Getúlio Vargas (1930-1945).

É preciso destacar, porém, que, tanto na Europa como na América Latina, nenhum regime político jamais conseguiu implantar de modo integral o modelo corporativista. Isso devido, sobretudo, à complexidade e ao grau das contradições inerentes aos diversos interesses que permeiam a estrutura de uma sociedade industrial.

Corporativismo contemporâneo

No último quartel do século 20, o termo corporativismo havia adquirido um significado inteiramente novo, que permanece inalterado até os dias de hoje. Corporativismo passou a designar uma organização sindical monopolista (trabalhista ou patronal) que agrupa e defende, seja no âmbito local, regional ou nacional, os interesses de determinado grupo profissional e econômico.

A novidade trazida pelo novo significado é que o corporativismo surge por iniciativa dos variados grupos da sociedade civil e não mais como uma imposição do Estado.

Além disso, o termo corporativismo adquiriu uma conotação extremamente pejorativa ao ser identificado como um tipo de forma associativa que tem por objetivo assegurar privilégios e proteção para seus membros e para certos segmentos ou setores sociais, em detrimento de uma coletividade maior (ou seja, da sociedade como um todo) ou até mesmo do interesse de um país diante de outro.

Sindicatos, empresas e as mais variadas instituições são acusadas de práticas corporativistas quando recorrem ao Estado ou ao governo e obtêm prerrogativas, direitos ou benefícios exclusivos que lesam outros segmentos sociais ou o interesse público. De modo geral, é com esse significado que os meios de comunicação (televisão, rádio, imprensa escrita etc.) abordam o corporativismo.
*Renato Cancian é cientista social, mestre em sociologia-política e doutorando em ciências sociais. É autor do livro "Comissão Justiça e Paz de São Paulo: Gênese e Atuação Política - 1972-1985".

terça-feira, 6 de outubro de 2009

A Importância das Bolsas de Valores

A IMPORTANCIA DA BOLSA DE VALORES

09 Janeiro 2007



As bolsas têm a sua origem como mercado organizado em Brugge nos finais do século XIII. Nessa época, um conjunto de negociantes de mercadorias reuniram-se na casa de um senhor chamado Van der Beurse e, no ano de 1309, esta associação passaria a designar-se por “Brugse Beurse”, institucionalizando o que até então, era uma reunião informal de mercadores para transaccionarem mercadorias. O sucesso desta associação levou a que a ideia se espalhasse rapidamente na Flandres e regiões vizinhas, e em poucos anos, abririam as “Beurzen” de Gent e de Amsterdão.

Já em meados do século XIII os banqueiros venezianos começaram a transaccionar títulos de dívida do Estado, no que seria a génese dos sofisticados mercados obrigacionistas actuais.

Os holandeses foram os fundadores dos mercados accionistas, inventando as companhias de acções, permitindo aos indivíduos investirem nos negócios e participarem nos lucros e nos prejuízos destas iniciativas empresariais. A primeira empresa a ser listada em bolsa foi a Dutch East Asia, que em 1602 foi a primeira empresa a ser listada na Bolsa de Amsterdão. Na mesma bolsa de Amsterdão iniciou-se também a transacção em contínuo de acções, no início do século XVII.

Hoje em dia, todos os países desenvolvidos têm os seus mercados accionistas, sendo a bolsa americana a mais importante de todas as bolsas e determinante no desempenho de todas as restantes praças bolsistas mundiais. Os restantes mercados accionistas mais importantes são: na Ásia, o mercado japonês, sendo o índice Nikkei o mais representativo e o benchmark deste importante mercado, e na Europa, os principais mercados são o inglês e o alemão, normalmente representados pelo índices FTSE e DAX 30, respectivamente.

Ao longo dos últimos anos os países emergentes também conheceram importantes desenvolvimentos nos seus sistemas financeiros e países como o Brasil, China, India e Taiwan têm mercados bolsistas com cada vez mais peso nos mercados financeiros internacionais. Estes mercados têm-se tornado progressivamente mais apelativos ao longo dos anos, uma vez que estas economias têm sido as que apresentam as maiores taxas de crescimento e o desempenho dos seus mercados accionistas têm sido muito apelativos para os seus investidores.

Os mercados bolsistas são extremamente importantes para as economias, uma vez que são uma das principais formas de as empresas se financiarem e expandirem os seus negócios. Esta vantagem aparece associada à liquidez das acções das empresas que se podem comprar e vender a qualquer momento, oferencendo uma liquidez superior a outros investimentos como o imobiliário ou a arte. A evolução do mercado de acções é representativo da dinâmica de uma economia, e normalmente, mercados accionistas a subir, estão associados com o aumento do investimento empresarial e da confiança dos consumidores.